Profissionais médicos abandonam cooperativas
Neste domingo (18) foi comemorado o dia do médico, profissionais que cuidam do bem mais precioso do ser humano: a vida. Para alguns especialistas, como por exemplo os obstetras, não há hora específica para o descanso. Basta uma gestante começar a sentir as dores do parto, que esse especialista é logo chamado. E os pediatras? Na madrugada da noite quando a febre dá sinais de que algo está errado com os pequeninhos, são a eles que recorremos em clínicas, hospitais e muitas vezes, em suas próprias residências. Já os cirurgiões são verdadeiros anjos. Em suas mãos e mentes estão o conhecimento científico e as técnicas que salvam vidas diariamente.
Mas esses profissionais tão fundamentais para promover qualidade de vida aos pacientes, não tem recebido devido reconhecimento da gestão pública , principalmente no que se refere à remuneração dos diversos procedimentos realizados pelos Sistema Único de Saúde (SUS) .
O Hospital Chama, em Arapiraca, por exemplo a um ano e meio suspendeu as cirurgias de transplante renal feitas com doadores vivos. Segundo o médico nefrologista Indalécio Magalhães, esse tipo de procedimento ficou insustentável porque a tabela SUS não tem reajuste há mais de 15 anos.
“Qual o profissional que quer trabalhar sem ter reajuste nos últimos quinze anos. Fica inviável o hospital assumir esses custos”, afirmou o nefrologista.
Recentemente o Hospital Chama também suspendeu parte do serviço de pediatria, porque os parcos recursos disponibilizados pelo Sus não cobriam as despesas para realizar o atendimento às crianças. O setor de quimioterapia também atravessa a mesma crise e os hospitais que realizam esse tipo de procedimento ameaçam suspender o atendimento.
Se o sistema público vem a cada ano reduzindo os recursos para pagamento dos procedimentos médicos, as cooperativas também apresentam dificuldades. Cada vez é maior o número de profissionais que estão se descredenciando das cooperativas médicas.
Recentemente vimos a crise financeira da Unimed Paulistana, com um débito de quase R$ 170 milhões, e sem cumprir cláusulas do contrato no que se refere ao atendimento dos cooperados, foi obrigada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) a fechar as portas e transferir os cooperados para outro plano.
Uma das consequência dessa situação é a falta de serviço para os pacientes. Quem pode pagar consultar particular conseguem o atendimento médico de forma rápida. Quem não disponibiliza recursos, amarga uma longa espera para cuidar da saúde.
Últimas notícias
Papa Leão XIV pede aos EUA leis que protejam a vida "da concepção à morte"
Tenente da Rota irmão de Eloá segue estável: "Lutando bravamente"
Papagaio é encontrado vivo sob escombros dos terremotos na Venezuela
Ricardo Amorim destaca Maceió como exemplo de força econômica no Brasil
Deputado Ricardo Nezinho destaca chegada do Programa Ronda no Bairro como reforço à segurança de Arapiraca
Do peso ao vício: os múltiplos efeitos das canetas emagrecedoras
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
