Dados apontam recuperação do emprego formal em Alagoas
O Instituto Fecomércio/AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD) analisou os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem, dia 26, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os números são relativos ao mês de setembro e expõem um quadro de recuperação do emprego formal em Alagoas, sendo o segundo mês consecutivo a apresentar saldo positivo.
Em setembro, 19.658 trabalhadores foram admitidos de maneira formal, enquanto 8.451 foram desligados dos postos de trabalho. Desse universo, o Comércio responde por 2007 admissões e 2034 demissões, apresentando um saldo negativo de -27. Já o setor de Serviços apresentou um saldo positivo de 913 postos (4072 admissões contra 3159 desligamentos).
No contexto geral, além do segmento de Serviços, o setor da Indústria de Transformação contribuiu para o resultado positivo foram a Indústria de Transformação, destacando-se com um saldo positivo de 10.735. Por outro lado, os setores que - assim como o Comércio - apresentaram saldo negativo entre admissões e desligamentos foram: Construção Civil (-396); Agropecuária (-48); e Extrativa Mineral (-15).
Para o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, considerando-se os dados apresentados, pode-se explicar que o bom desempenho observado no mercado de trabalho formal em Alagoas está relacionado a alguns aspectos, como a contratação sazonal na agroindústria e o desempenho do setor de serviços. “A atividade canavieira intensifica as contratações no período de safra, elevando as admissões no período de agosto em diante, o que explica o bom momento apontado em setembro, embora para esse mês o setor de agropecuária não tenha mantido saldo positivo. E o setor de serviços, principalmente o subsetor de comércio e administração de móveis, valores mobiliários e outros, tem demonstrado um bom desempenho, representando a contratação de 845 dos 913 admitidos no período de setembro”, avaliou Rocha.
O especialista explica que esse subsetor tem se beneficiado com a entrega de inúmeros residenciais e prédios (que estavam em fase de acabamento) para empresas terceirizadas que os gerenciam, fazendo surgir uma forte demanda por porteiros, faxineiras, e outros postos.
Já o subsetor ligado à rede hoteleira (serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, dentre outros), nos últimos dois meses demitiu mais do que contratou (-157 e -147, respectivamente). “Isso é um fato incomum já que, segundo a INFRAERO, entre os meses de agosto e setembro houve um aumento no número de passageiros com destino à Maceió”, observou Rocha, mencionando que a INFRAERO registrou 73.454 embarques e 75.426 desembarques somente em setembro.
No tocante ao Comércio, o setor vem mantendo uma redução pontual do seu quadro de funcionários diante da insegurança com relação à baixa demanda sobre seus produtos. “Contudo, a tendência é que nos três próximos meses haja uma recuperação - embora tímida - no saldo de empregos. Isto porque a contratação de funcionários temporários deve estimular o comércio, juntamente com a manutenção da contratação da indústria de transformação e de serviços”, avaliou o economista.
No contexto geral, contabilizando todos os setores de janeiro a setembro de 2015, o saldo entre admissões e desligamentos está negativo em -13.867, com destaque para a indústria de transformação (-12.267) devido à sazonalidade da produção, e para o setor de comércio, que já amarga uma redução de seu quadro de trabalho em (-2535), juntamente com a construção civil (-2.429).
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