MPT ajuíza ação contra empresa mundial por jornada excessiva
A Katoen Natie do Brasil – integrante do grupo mundial especializado em oferecer serviços de logística para indústrias e companhias portuárias – foi processada pelo Ministério Público do Trabalho em Alagoas por submeter seus empregados à jornada excessiva de trabalho. Um relatório de fiscalização elaborado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AL), a pedido do MPT, mostrou que a filial da empresa localizada em Marechal Deodoro estava exigindo dos trabalhadores a prorrogação de horas extras acima de duas horas diárias.
O procurador do Trabalho Rafael Gazzaneo, autor da ação civil pública instaurada contra a Katoen Natie, pede à Justiça do Trabalho que a empresa seja proibida de submeter seus trabalhadores à prorrogação da jornada acima de duas horas diárias, de acordo com as regras impostas no artigo 59 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O MPT chegou a designar audiência para tentar solucionar o impasse por meio da assinatura de termo de ajustamento de conduta, mas a Katoen Natie não teve interesse em firmar o TAC.
Segundo Gazzaneo, é injustificável – exceto nos casos previstos em lei – que um trabalhador tenha sua jornada estendida por mais de 10 horas diárias. “Os empregados ultrapassavam o limite legal em vários dias da semana, durante todos os meses inventariados pela SRTE em Alagoas. Laborar por mais de 10 horas por dia é uma exigência desumana, que precariza a saúde física e mental do trabalhador e acarreta riscos de acidentes de trabalho, bem como um substancial incremento na possibilidade de o trabalhador contrair doença ocupacional”, ressaltou o procurador.
Rafael Gazzaneo também pede à justiça que a empresa de logística seja obrigada a pagar multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento da obrigação, a ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador ou a uma instituição sem fins lucrativos indicada pelo MPT. Se paga, a multa deve ser aplicada independentemente do número de empregados prejudicados.
O Ministério Público do Trabalho requer à justiça que a Katoen Natie do Brasil seja condenada a pagar R$ 500 mil de indenização por dano moral coletivo. Se forem pagos, os valores também serão revertidos ao FAT ou a uma instituição sem fins lucrativos.
A audiência inicial foi designada para esta quarta-feira, 28 de outubro, às 13:50h, a ser realizada na 5ª Vara do Trabalho de Maceió, tendo a ACP sido registrada na Justiça do Trabalho sob o número 0001292-30.2015.5.19.0005.
Katoen Natie
De acordo com informações retiradas do site oficial do grupo, a Katoen Natie do Brasil possui mais de mil funcionários e atualmente opera mais de 30 plataformas logísticas em 8 regiões do país, oferecendo serviços para petro química, química fina, bens de consumo e indústria automotiva.
No mundo, a Katoen Natie é composta por 400 unidades operacionais, com 150 terminais e plataformas logísticas, e emprega mais de 10 mil pessoas.
Últimas notícias
Durante agenda em Arapiraca, governador anuncia reforço histórico na Polícia Civil
Durante solenidade, Renan Filho anuncia início dos testes do VLT de Arapiraca
Renan Filho anuncia construção do Hospital da Mulher em Arapiraca
[Vídeo] EUA: brinquedo para e passageiros ficam presos a 80 m de altura
Arthur Lira demonstra força política em Maceió durante lançamento da pré-candidatura de Olívia Tenório
“Alagoas não precisa e não quer o ‘de novo’. Precisamos de mudança”, diz Francisco Sales ao defender renovação com JHC governador
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
