Roubos a pedestres é o crime que mais cresce na capital; Tabuleiro se destaca
Dados da segurança pública apontam que o Tabuleiro do Martins tem maior incidência do crime, seguido da Cidade Universitária
Os roubos a pedestres é o crime que mais cresce na capital alagoana. Dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), apontam que o Tabuleiro do Martins atualmente é o bairro que registra o maior número de assaltos a pessoa. A ação criminosa é geralmente cometida por menores que utilizam motocicletas para facilitar a fuga.
As estatísticas da SSP mostram que o bairro do Tabuleiro do Martins, localizado na parte alta de Maceió, é campeão em número de pessoas assaltadas. Uma equipe da TV Ponta Verde, afiliada ao SBT, esteve no local e verificou de perto a situação da localidade. Com o aumento da violência, os comerciantes recorrem às grades para evitar assaltos.
Recentemente um comerciante colocou placas de sinalização nos postes da Ladeira Geraldo Melo, que liga os bairros do Poço ao Farol, alertando sobre os riscos de assaltos na área, mas segundo as estatísticas, a região nem é a mais violenta da capital. Segundo a SSP, os bairros que mais registraram assaltos a mão armada nos seis primeiros meses deste ano foram o Tabuleiro do Martins, em primeiro lugar, com 369 assaltos; em 2º lugar a Cidade Universitária, com o registro de 362; o Jacintinho aparece em 3º lugar no ranking, contabilizando 282 assaltos. Já a região do Poço, onde se localiza a Ladeira Geraldo Melo aparece em 8º lugar, com 161 casos.
O comandante do policiamento da capital, Coronel Claudevan Albuquerque, garante que o trabalho para evitar esses crimes estão sendo realizados. "A polícia militar trabalha através de índices, estatísticas, e nós vamos através da 'mancha criminal' dimensionar o nosso policiamento para saturar aquelas áreas onde têm os maiores índices de roubo a transeuntes", afirmou.
Na maior parte das vezes, os assaltos são cometidos por menores de idade que utilizam motocicletas para facilitar a fuga. O secretário de Segurança Pública, Coronel Lima Junior, afirmou que a polícia chega a fazer apreensões, mas o trabalho acaba sendo prejudicado. "Por mais do esforço da polícia, por mais do esforço do Ministério Público e do Judiciário, a própria legislação faz com que esse menor retorne ao seio da comunidade, num tempo recorde que muitas vezes ele sai de uma delegacia primeiro que a guarnição que lá está trabalhando", disse.
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