Por falta de provas, Justiça libera irmãos suspeitos de matar professor universitário
Familiares dos presos estiveram na porta da Central de Flagrantes e afirmaram que irão processar o Estado
A Polícia Civil liberou na tarde desta terça-feira (11) os irmãos Emerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro da Silva. Os jovens haviam sido preso por suspeita de participação da morte do professor de Química, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Daniel Thiele, de 35 anos. A polícia chegou até a dupla após um dos suspeitos usar o chip do celular da vítima dias após o seu desparecimento.
O delegado Felipe Caldas, responsável pelas investigações foi convencido de que não havia indícios suficientes para a realização da prisão preventiva dos suspeitos. A advogada dos irmãos, Cláudia Xavier, esteve na Central de Flagrantes I, localizada no bairro do Pinheiro em posse do alvará de soltura, expedido pelo juiz substituto da 9ª Vara Criminal, Mauro Baldini. Cláudia afirmou à imprensa que não havia índicios que comprovassem a autoria dos irmãos no crime. "Após o delegado colher as provas e constatar que os dois não tinham envolvimento no crime, o juiz da 9ª Vara expediu o alvará de soltura", disse a advogada.
Os familiares dos presos estiveram na porta da Central e afirmaram à imprensa que irão tomar as providências cabíveis contra o Estado. O inquérito ainda não foi concluído.
O caso
Daniel Thiele era doutor e professor do curso de Química Tecnológica e Industrial da Ufal. Ele desapareceu no dia 20 de setembro, após deixar seu apartamento, localizado no bairro da Pajuçara, parte baixa de Maceió, e seguir destino ao Campus AC Simões, localizado na Cidade Universitária. Informações levam a crer que o universitário não chegou à universidade. Como ele morava sozinho, a sua ausência foi sentida pelos alunos da instituição de ensino, que iniciaram as buscas.
O veículo e o corpo do professor universitário foram encontrados na última quinta-feira (6), pelo Grupamento Aéreo da SSP num terreno vicinal nas proximidades de Rio Largo e Pilar, Região Metropolitana de Maceió. Já os autores do crime foram localizados após investigações feitas pelo delegado Felipe Caldas, da Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic). Levantamentos apontam que Daniel Thiele foi morto por asfixia provocada por um arame. Em seguida, o corpo do professor universitário e seu veículo, um Ford Focus, de cor prata e placa NLZ-2301 foram carbonizados.
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