Juizado conscientiza mulheres sobre o câncer de mama em Arapiraca
"É um dia de confraternização, mas, principalmente, de conscientização da necessidade de prevenção ao câncer de mama que, ainda é, umas das maiores causas de morte das mulheres e que, felizmente pode ser curado desde que seja detectado no estágio inicial”, afirmou a juíza Isabelle Coutinho Dantas, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Arapiraca, nesta sexta-feira (21), durante ação em alusão ao Outubro Rosa.
A magistrada Isabelle Coutinho destacou também a necessidade de promover atividades sociais com as jurisdicionadas que buscam na Justiça a esperança de uma nova vida. “Nós temos a consciência de que não tratamos apenas do problema judicial, nós também temos os olhos voltados para a parte social. Com o apoio da equipe multidisciplinar, formada por uma assistente social, uma psicóloga e duas advogadas, realizamos um trabalho de valorização e de reinserção das mulheres no seio social”, disse.
A segunda edição do Outubro Rosa no Juizado da Mulher de Arapiraca contou com apresentação musical, palestra sobre Câncer de Mama, Direito Previdenciário, de Família, mais voltado para pensão alimentícia porque elas têm muitas dúvidas sobre esse tema, tratamento de beleza gratuito, sorteio de brindes, cestas básicas e café da manhã.
Técnicos de Enfermagem estiveram no local para aferir a pressão dos jurisdicionados e realizar exames de glicemia. Foram realizados outros exames, como de prevenção ao câncer de mama, hepatite, sífilis e HIV.
A dona de casa Edna Cícero considerou a ação como um incentivo para as mulheres cuidarem da saúde e a classificou como algo “útil, agradável e necessário”. Ela garantiu que aprendeu bastante com as palestras que assistiu. “As informações repassadas foram muito importantes, completei 40 anos e agora sei que é necessário fazer o exame, vou procurar o mais rápido possível. E uma coisa que me deixou curiosa foi saber que o homem também precisa fazer esse exame, isso eu não sabia disso”, disse.
Para a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Vânia Félix, essa é uma excelente oportunidade de valorizar as mulheres que já sofreram com violência doméstica. “O Juizado está usando esse espaço para trazer mais informações para essas mulheres que já foram mutiladas, estão sofrendo ou se sentindo sozinhas. E a OAB trouxe duas palestras com temas muito importantes para que elas se sintam mais acarinhadas”, disse.
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