Programa orienta professores da rede Sesi/Senai para uso correto da voz
A Gerência Executiva de Educação do Sesi e a Área Compartilhada de Serviço Social desenvolvem um programa que tem como objetivo conservar um dos principais instrumentos de trabalho dos professores: a voz. A ação beneficia 89 docentes da Escola Sesi Industrial Abelardo Lopes (Cambona) e das unidades integradas Sesi/Senai de Maceió e Atalaia.
“A gente sabe que uma das maiores dificuldades dos professores é, justamente, o uso da voz em sala de aula. Então, juntamente com Área de Serviço Social, trouxemos para as escolas especialistas que os orientam para o uso correto da voz e já demos aos nossos profissionais microfones auriculares para evitar que forcem as cordas vocais”, explica a gerente executiva de Educação do Sesi/AL, Cristina Suruagy.
As ações desenvolvidas incluem ciclo de palestras educativas e preventivas, dinâmicas de grupo, terapia vocal, avaliação vocal, orientações e programa de aquecimento e desaquecimento vocal.
“O Programa de Conservação da Voz do Sesi visa prevenir o surgimento ou agravamento de distúrbios vocais relacionados ao trabalho, bem como identificar e minimizar lesões caracterizadas pelo uso contínuo da voz”, explica Sarah Jambo Lessa, coordenadora da Área Compartilhada de Serviço Social.
Riscos – O professor é um dos profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho. Há várias condições ambientais e individuais que podem interferir na qualidade vocal deste profissional. Essas condições são fatores de risco para alterações vocais, colaborando para o surgimento de disfonias.
As disfonias causam expressivas limitações no desempenho do professor no trabalho, podendo gerar consequências como faltas ao trabalho, transtornos emocionais, psicológicos e sociais. Pode até levar a situações extremas como afastamento laboral e mudança de função, trazendo prejuízos sociais, econômicos e profissionais.
“A conservação vocal representa importância econômica e social, trazendo benefícios para o trabalhador e também para a empresa, por meio da redução de custos de ausência no trabalho e insalubridade, interferindo positivamente na sua lucratividade”, conclui Sarah.
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