Celso de Mello adverte para 'profana aliança' de políticos e empreiteiros
Ao votar pelo recebimento da denúncia que coloca o senador Valdir Raupp (PMDB/RO) no banco dos réus da Operação Lava Jato, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), alertou para o que chamou de "profana aliança entre determinados setores do Poder Público, de um lado, e agentes empresariais, de outro".
Raupp virou réu da Lava Jato na sessão da última terça-feira, 7, da Segunda Turma do STF. Segundo a Procuradoria da República ele teria recebido R$ 500 mil da empreiteira Queiroz Galvão para sua campanha ao Senado em 2010. O dinheiro, supõem os investigadores, saiu do esquema de propinas que vigorou na Petrobras entre 2004 e 2014. Para a Procuradoria-Geral da República, Raupp recebeu propina disfarçada de doação eleitoral.
Em seu voto, Celso de Mello alertou que a Lava Jato revela a ação de "um imoral sodalício com o objetivo perverso e ilícito de cometer uma pluralidade de delitos gravemente vulneradores do ordenamento jurídico instituído pelo Estado brasileiro".
Na avaliação do decano da Corte, as descobertas da Lava Jato "compõem um vasto e ousado painel revelador do assalto e da tentativa de captura do Estado e de suas instituições por uma organização criminosa, identificável, em ambos os contextos, por elementos que são comuns tanto ao 'Petrolão' quanto ao 'Mensalão'."
Veja também
Últimas notícias
Polícia Federal determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão
Bolsonaro e irmão ganham na quadra da Mega da Virada
Em aceno ao Congresso, Lula empenha quase todas as emendas de 2025
Homem é preso por tráfico de drogas durante ação policial em Maceió
Ex-delegado morto confrontou prefeito sobre licitação, diz servidora
PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, a pedido de Moraes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
