Após escândalo da carne, Temer convida embaixadores a comer em churrascaria
Dois dias após a deflagração da Operação Carne Fraca, que desbaratou um esquema de venda ilegal de carnes no país, o presidente Michel Temer convidou, neste domingo (19), embaixadores de países importadores de carne brasileira a comer em uma churrascaria em Brasília. O convite se deu antes de uma reunião convocada pelo Palácio do Planalto para tranquilizar os importadores após o escândalo, que fez com que estes países pedissem explicações ao governo federal.
Durante a declaração, Temer voltou a afirmar que o Serviço de Inspeção Federal é "rigoroso" e que o governo irá acelerar os processos de auditoria nos estabelecimentos citados nas investigações --são 21 unidades, sendo que deste total, três já foram suspensas. Temer também afirmou apenas seis destes estabelecimentos exportaram carne nos últimos 60 dias.
O presidente da República, na tentativa de tranquilizar os embaixadores presentes na reunião, também frisou que, dos 11 mil funcionários que realizam a fiscalização dos produtos, apenas 33 estão sendo investigados.
O peemedebista disse ainda que, em 2016, foram expedidas 853 mil partidas de produtos de origem animal para o exterior e que somente 184 foram considerados, pelos países importadores, fora de conformidade.
Ainda neste domingo, o Palácio do Planalto deverá enviar um comunicado aos países importadores de carne brasileira sobre a qualidade do que é produzido no país e relatando as medidas que foram tomadas pelo Ministério da Agricultura após a deflagração da operação da Polícia Federal --União Europeia e China já pedirem esclarecimentos sobre a Operação Carne Fraca ao governo brasileiro.
Ministério da Agricultura dará "suporte técnico"
Presente no encontro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi afirmou que as investigações da Polícia Federal daqui para frente terão o apoio do ministério, que, segundo ele, dará um suporte "técnico" às operações.
Na reunião, além de Maggi, estiveram presentes Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Davi Levi, ministro interino da Justiça, Leandro Daiello, diretor-geral da Polícia Federal, bem como secretários do governo, embaixadores e um deputado representando a Frente Parlamentar da Agropecuária.
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), que apareceu na investigação da Polícia Federal em uma escuta telefônica falando com Daniel Gonçalves Filho --apontado pelas autoridades como líder de uma quadrilha formada no Ministério da Agricultura--, não foi compareceu à reunião por se encontrar em "agenda externa".
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
