Everaldo Silva é procurado pela polícia após matar ex-namorada com cinco facadas
A Polícia Civil, por meio do delegado de Homicídios de Arapiraca, Everton Gonçalves, considerou a partir da tarde desta quinta-feira (23), Everaldo da Paz Silva, foragido da Justiça por ter matado a ex-namorada com cinco facadas.
A tragédia aconteceu na noite do domingo, 12 deste mês, quando Ana Paula da Silva Lima, de 34 anos, estava na casa de vizinhos e o ex-namorado chegou para falar com ela.
Havia dois meses que o casal estava separado, mas Everaldo Silva estava inconformado com a separação. Como ela disse que não voltaria mais para ele, o homem ainda foi mandado sair da residência, mas voltou e aplicou cinco facadas nas costas de Ana Paula Lima.
A mulher foi socorrida e internada no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), mas não resistiu e faleceu na quinta-feira (16), com perfurações no rim, fígado, baço, pulmão e intestino.
O caso deixou familiares de Ana Paula chocados com a violência que Everaldo Silva fez contra a ex-namorada. Ana Paula deixou três filhas de 18 anos, 13 anos e 4 anos respectivamente, todas de outro relacionamento.
Investigação
As investigações do assassinato de Ana Paula estão sob o comando do delegado Everton Gonçalves, da Delegacia de Homicídios, que considerou Everaldo da Paz Silva como foragido da Justiça.
De acordo com o delegado, o advogado de Everaldo Silva havia afirmado que ele se apresentaria à polícia. Mas, até a tarde desta quinta-feira o assassino de Ana Paula não apareceu.
"Agora vamos continuar com as diligências e tentar capturá-lo. Acredito que ele já esteja em outro estado, mas as investigações irão continuar até que possamos prendê-lo", afirmou Everton Gonçalves.
Qualquer paradeiro de Everaldo Silva pode ser informado pelo Disque-Denúncia 181, que a identidade será preservada.
Ana Paula da Silva Lima, de 34 anos, passa a fazer parte da lista da violência contra a mulher no estado de Alagoas, no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.
Everaldo da Paz Silva poderá ser enquadrado na Lei Maria da Penha, nº 11.340 de 2006, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
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