Servidores municipais fazem greve em defesa dos que recebem maiores salários
A folha salarial de dezembro de 2016 não foi paga pela ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, deixando uma herança incômoda para o atual gestor e seu ex-aliado, Rogério Teófilo. A falta de recursos nos cofres públicos para saldar a dívida já rendeu inúmeros movimentos dos servidores, incluindo uma tentativa de greve geral, que causa mais barulho que estragos no Centro Administrativo da capital do Agreste.
O que pouca gente sabe é que, com o pagamento dos salários de até R$ 1.200,00 para todos os servidores, incluindo os 290 exonerados da gestão passada, cerca de 80% da folha já estará liquidada. Serão 2.059 servidores atingidos nesta folha que deverá ser paga até a próxima semana, depois da assinatura do contrato de repactuação assinado hoje por Teófilo, em Brasília.
Segundo nota enviada pela Prefeitura, o convênio que rendeu R$ 2 milhões aos cofres públicos permitirá que o banco oficial continue administrando a folha mensal dos cerca de 9 mil servidores de Arapiraca. “O que pouca gente sabe é que, deste montante, apenas 1.743 funcionários vão ficar aguardando recursos para receber dezembro, justamente aqueles que recebem mais de R$ 1.200,00”, afirma um funcionário da prefeitura que prefere não se identificar.
Segundo ele, o movimento grevista defende a paralisação das atividades em defesa de uma pequena parcela dos servidores, que representam só uma fatia do serviço público municipal. “Temos mais de 240 mil habitantes, quase 9 mil funcionários, mas só pensam nos salários de dezembro. Esquecem que uma prefeitura tem que cuidar de outros assuntos e apostar no investimento para atrair mais oportunidades para a população”, diz.
Teófilo, por sua vez, continua afirmando que sua gestão prioriza a valorização dos servidores. Por meio da assessoria de Comunicação, enumera todas as tentativas de sua equipe na busca dos recursos para saldar a folha que ficou em aberto.
Segundo ele, além dos recursos assegurados junto à Caixa, a negociação de precatórios da Educação junto ao Sinteal, a cobrança do IPTU e um censo de servidores que deve sanar distorções na folha são saídas possíveis para garantir os mais de R$ 4 milhões que faltam ser pagos aos que recebem os maiores salários do serviço público municipal.
Veja também
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
