Joesley Batista será ouvido pela PGR nesta quinta-feira (07)
Depoimento do empresário em ação que investiga possíveis irregularidades na delação da JBS estava marcado para sexta-feira
O depoimento de Joesley Batista, um dos donos da JBS, à Procuradoria-Geral da República (PGR), marcado inicialmente para sexta-feira (08), foi antecipado para esta quinta-feira (07). A assessoria de comunicação do empresário informou que a oitiva ocorrerá às 10h. Além de Joesley, também deverão ser ouvidos nesta quinta os executivos da JBS Ricardo Saud e Francisco Assis, segundo o site G1. Até o momento, não foi informado o motivo da mudança nas datas. Os depoimentos fazem parte do procedimento aberto pela procuradoria para apurar indícios de irregularidades no processo de delação do grupo.
No entanto, ainda não há informações sobre possível alteração na data do depoimento de Marcello Miller, ex-procurador citado em diálogo entre Joesley e Saud em possíveis atos ilícitos na PGR. Miller deverá ser ouvido na sexta-feira (8).
Na segunda-feira (05), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou que a investigação visa apurar possível omissão de informação sobre prática de crimes no processo de negociação da delação. O procurador afirmou que, se os indícios de irregularidades se confirmarem, o acordo de delação com os executivos da JBS poderá ser cancelado. No entanto, o procurador fez questão de destacar que uma eventual rescisão da colaboração não vai invalidar provas levantadas no processo.
O procedimento contra os executivos tem como base novos áudios entregues pela JBS à PGR. Em um dos arquivos, Joesley e Saud citam o nome de Miller, que também foi assistente de Janot na PGR, em negociatas para garantir o acordo de colaboração com o MPF. Nos novos áudios, também são citados os nomes de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Em nenhum deles, há menção ou atribuição a algum tipo de crime.
Nesta quarta-feira (06), o ministro do STF Luiz Fux insinuou a prisão de Joesley e Ricardo Saud. O magistrado disse que os executivos atentaram contra a dignidade da Justiça e sugeriu que ambos troquem o exílio nova-iorquino pela Papuda.
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