Estudos para privatização da Eletrobras serão entregues ao governo
Estudos foram concluídos no fim de setembro pelo BNDES.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encaminhará formalmente nesta quinta-feira (28) ao Ministério de Minas e Energia (MME) a proposta de modelagem para a desestatização das distribuidoras do sistema Eletrobras nos estados do Acre, de Alagoas, do Amazonas, Piauí, de Rondônia e Roraima, nas regiões Norte e Nordeste do país.
Segundo nota divulgada na noite dessa quarta (27) pelo BNDES, os estudos foram concluídos no final de setembro “de forma a possibilitar a incorporação da flexibilização tarifária estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a consequente alteração de minuta do contrato de concessão pelo MME”.
O estudo do modelo para privatização das distribuidoras foi realizado pelo Consórcio Mais Energia B (serviço B), liderado pela PricewaterhouseCoopers Corporate Finance & Recovery e com a participação da PricewaterhouseCoopers Serviços Profissionais, da Siglasul Consultoria e do escritório de advogados Loeser e Portela. Já o estudo para a avaliação de preço (serviço A) contou com a participação da Ceres Inteligência Financeira.
PRÓXIMA ETAPA
A próxima etapa do processo de desestatização das distribuidoras terá início com o encaminhamento, pelo Ministério de Minas e Energia, do estudo de modelagem para a Eletrobrás e para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI, da Secretaria-Geral da Presidência da República).
As empresas envolvidas no processo de desestatização são a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia).
“Após aprovar as condições mínimas de venda, o Conselho do PPI (CPPI) emitirá uma resolução, abrindo caminho para o processo que culminará com o leilão de desestatização das distribuidoras, que também será coordenado pelo BNDES, com apoio do Consórcio Mais Energia B”, diz a nota.
Após a publicação da resolução do CPPI, haverá abertura da sala de informações (data room), que conterá estudos e dados mais detalhados das distribuidoras. Em seguida, serão realizados road-shows nacionais para apresentar o processo aos investidores interessados.
O BNDES informa que, paralelamente, serão realizadas audiências públicas nas capitais dos estados sedes das distribuidoras. Somente depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar os estudos é que o BNDES publicará o edital de convocação do leilão, que deverá ser realizado na B3 (antiga BM&F Bovespa).
O banco esclareceu que o cronograma para a realização do leilão só será definido a partir da aprovação das condições mínimas de venda pela Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Eletrobras.
Somente após a convocação da Assembleia Geral Extraordinária da Eletrobras é que os detalhes dos estudos serão conhecidos pelos potenciais investidores, e pelo público de um modo geral, o que poderá ser feito com o acesso dos mesmos ao data room.
Veja também
Últimas notícias
Pesquisa Quaest aponta desgaste de Lula e cenário indefinido para 2026
Caio Bebeto alerta para risco de desabamento e insegurança em imóvel abandonado em Ipioca
Pela quarta vez, Deputado Fabio Costa assume vaga titular na Comissão de Segurança da Câmara
Novo tomógrafo do Hospital de Emergência do Agreste agiliza diagnóstico de traumas e AVC
Atalaia transforma a Busca Ativa Escolar em protocolo de proteção e cuidado com crianças e adolescentes
PF apreende 152 frascos de tizerpartida proibida pela Anvisa e prende suspeito por contrabando
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
