Com privatização, governo estuda limites para acionistas da Eletrobras
Estima-se que a oferta de ações poderá render cerca de R$ 13 bilhões à Eletrobras
O governo federal estuda estabelecer limites à participação de novos acionistas da Eletrobras com a privatização da estatal, numa tentativa de incentivar a pulverização do capital da companhia em vez da simples transferência do controle para um novo dono.
A expectativa do governo é concluir o processo de privatização da estatal até o primeiro semestre de 2018, para evitar limitações impostas pela legislação com a proximidade da campanha eleitoral.
Nesta terça-feira (22), integrantes da equipe econômica e do Ministério de Minas e Energia se reuniram para acertar detalhes do processo.
A proposta em análise prevê aumento do capital da empresa, com a atração de novos investidores por meio de uma oferta de ações na Bolsa e a diluição da fatia do governo, hoje com 41% das ações.
Estima-se que a oferta de ações poderá render cerca de R$ 13 bilhões à Eletrobras.
Em paralelo, a União deve se desfazer de sua fatia na empresa até permanecer apenas com uma "golden share", ação que lhe daria direito de veto em decisões estratégicas.
Essa proposta ainda será submetida ao PPI (Programa de Parcerias em Investimentos) do governo e ao conselho de administração da estatal.
O BNDES, que tem 19% da companhia, não decidiu ainda o que fará com suas ações. O banco vem estudando se desfazer de participações acionárias para se capitalizar.
O modelo de pulverização é o preferido porque capitaliza a Eletrobras para o processo de revisão dos contratos de 14 hidrelétricas que aderiram à renovação antecipada de concessões promovida pelo governo Dilma em 2013.
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