Mães de crianças com microcefalia cobram mais atenção da prefeitura e do estado
Mães de crianças com microcefalia reclamam de descaso com crianças atingidas por essa condição neurológica rara, associada com a epidemia do vírus Zica, que ao ser contraído por gestantes pode causar a má formação congênita nas crianças. Em entrevista para o 7Segundos, as mães pediram mais atenção e cuidado, como o que foi dado no início da epidemia.
Madrinha de uma das crianças que possuem microcefalia na cidade de Arapiraca, Iasmim Maria, diz que ver a evolução da afilhada é a parte mais gratificante, porém o cuidado necessário durante o período em que a criança regrediu, tendo crises de espasmos, necessitando a utilização de medicamentos para estabilizar seu estado.

“A Eloísa evoluiu bastante, só que com uns meses começou a ter crise, espasmos, aí deu uma regredida. Agora começou a usar medicação aí tá começando a ganhar tudo novamente”, disse a madrinha, que cuida da criança desde a morte da mãe, que morreu de infarto, poucos meses após o nascimento da filha.

Após descobrir ainda durante a gestação que seria mãe de uma criança com microcefalia, Jamilly Karolayne, ficou sabendo da condição de seu bebê durante exame de ultrassom realizado aos 8 meses, após todos os outros exames realizados anteriormente não terem mostrado nenhuma anormalidade.
Após o exame, o médico que fazia o pré-natal de Jamilly recomendou que a mãe procurasse um especialista em desenvolvimento fetal para fazer o acompanhamento do feto, que diagnosticou como sendo um caso de microcefalia, que só foi relacionado ao vírus da Zica após o nascimento da criança.
“De início, como era tudo novo, não se sabia ao certo o que era, mas aí depois começaram a relacionar à Zica. Só que eu não tive muito sintoma, o que eu tive foi uma moleza no corpo, febre, não tive mancha, não fiquei com aquela dor que as pessoas ficam, mas realmente falaram que tinha sido a Zica, que depois foi feito uma sorologia, falaram que foi a Zica mesmo”, concluiu a mãe.

Outra reclamação das mães, é sobre a mudança de status do tratamento, que antes era prioridade no estado e agora parece ter sido colocado em segundo plano, necessitando que a família, já sobrecarregada, precise correr atrás de exames e consultas, a maioria exigindo o deslocamento para a capital Maceió, sob condições que elas julgam não ser ideais, como explicou Ágda Manuele.
“No início, quando surgiu essa epidemia toda, caíram muito em cima da gente, eu mesma, nunca precisei sair de casa pra ir buscar um exame, sempre ligavam pra mim pra dizer que tinha um exame, uma consulta marcada. A gente precisa dessa ajuda, desse apoio da nossa cidade, do nosso estado, e assim, que essas viagens pra Maceió, só quando sejam necessárias, se puderem fazer aqui (Arapiraca), fica melhor pra gente, por questão de locomoção mesmo”, disse Ágda.
A não disponibilização de transporte para acompanhantes para ajudar as mães durante o período em que ficam em unidades de saúde com as crianças de colo, também é motivo de reclamação, já que as mães passam o dia inteiro longe de casa, à espera do transporte para serem levadas de volta para Arapiraca.
Confira a entrevista completa do 7Segundos com as mães:
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