Apesar da falta de repasses da União, Alagoas mantém Programa do Leite
Cerca de 80 mil pessoas são atendidas em todo o estado
O Governo do Estado cumpriu com a contrapartida - no montante de R$ 7,5 milhões - e manteve ativo o Programa do Leite em Alagoas durante o ano de 2017, mesmo com o atraso e o não repasse por parte do governo federal dos recursos pactuados.
A continuidade evitou que 80 mil beneficiários ficassem sem o alimento, fornecido por cinco cooperativas.
Para 2018, o governador Renan Filho garantiu a manutenção do Programa do Leite em Alagoas e disse que já está trabalhando para viabilizar os recursos necessários.
“Resolvemos manter o Programa do Leite porque ele é muito importante social e economicamente para o Estado de Alagoas. Além de distribuir o leite para quem mais precisa, ou seja, para escolas, associações comunitárias, bairros e cidades, ele também permite que o Estado adquira o leite produzido por cerca de 5 mil pequenos produtores alagoanos”, enfatizou Renan Filho.
Atualmente, o programa fornece quatro litros de leite por semana a 80 mil beneficiários em Alagoas, por meio de 670 postos de distribuição na capital e no interior do Estado, contemplando famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
O Programa do Leite em Alagoas conta com cinco cooperativas fornecedoras, beneficiando, diariamente, milhares de famílias em todos os municípios, incluindo a distribuição do leite de cabra.
Este ano, o Governo de Alagoas efetivou o repasse de quatro parcelas, a título de contrapartida, que totalizam R$ 7,5 milhões para o pagamento às cooperativas que estão cadastradas no programa, evitando prejuízos econômicos a este importante setor produtivo.
Suspensão
Por outro lado, das quatro parcelas pactuadas, o governo federal só repassou duas delas de R$ 7,5 milhões, deixando de honrar com R$ 15 milhões. Graças aos repasses do Governo de Alagoas, foi possível dar continuidade ao Programa do Leite, evitando que milhares de famílias carentes em todos os municípios do Estado ficassem sem o alimento.
Entretanto, outros Estados brasileiros não conseguiram manter o Programa do Leite. Em Minas Gerais, por exemplo, a distribuição chegou a ser interrompida já em julho, prejudicando 13 mil beneficiários cadastrados em 193 municípios.
“Por entender a importância do alcance social em Alagoas, o governador Renan Filho determinou que o Programa do Leite seja uma das prioridades do seu governo”, assegurou o secretário de Estado da Agricultura, Antônio Santiago.
“Isso garante renda, dinamiza a economia do interior e melhora a vidas das pessoas, sobretudo num momento como esse, em que o governo federal corta recursos dos programas sociais. Aqui em Alagoas, a gente trabalha para garantir que esses programas continuem e sejam ampliados e o Programa do Leite é um bom exemplo disso”, finalizou o governador.
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