Trump completa um ano na Casa Branca com paralisação no governo e derrota política
No dia em que completa um ano de sua posse na presidência norte-americana, neste sábado (20), Donald Trump precisa enfrentar uma grande derrota política: a paralisação parcial do governo federal pela falta de recursos.
A paralisação do governo, conhecida como 'shutdown', começou hoje à 0h01 e afetando ministérios e agências federais como a Nasa. Escritórios centrais, como a Casa Branca, o Congresso, o Departamento de Estado e o Pentágono permanecerão operacionais, mas com equipes reduzidas.
Esse é primeiro 'shutdown' na história moderna norte-americana que ocorre com um único partido, o Republicano, controlando a Casa Branca, a Câmara e o Senado.
Os militares deverão se apresentar para trabalhar, mas a tropa -- inclusive as que estão em áreas de combate --possivelmente não receberão durante esses dias. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, advertiu que algumas operações militares ficarão suspensas, ressaltando que a falta de verbas não afetará as operações no Afeganistão e nem contra o Estado Islâmico.
O impasse ocorreu depois de a Casa Branca e os republicanos não conseguirem acordo com os senadores democratas para aprovar orçamentos que regularizam a situação de 800 mil imigrantes sem documento - os chamados "sonhadores", que chegaram aos EUA de maneira ilegal ainda como menores de idade -, uma demanda da oposição rejeitada pelo governo Trump.
A proposta orçamental apresentada pelos republicanos obteve mais votos a favor (50) do que contra (48), mas foram insuficientes para aprovar fundos que exigiam o apoio de 60 senadores.
Esta proposta, que a Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira, proporcionaria financiamento do governo até 16 de fevereiro, prolongando assim o prazo de negociação entre democratas e republicanos para os orçamentos definitivos.
A última vez que o governo dos Estados Unidos tiveram que paralisar suas atividades por falta de fundos foi em outubro de 2013, com Barack Obama, uma pausa que durou 16 dias. Obama mandou mais de 800 mil funcionários públicos - aqueles considerados "não essenciais" - para suas casas, fechou museus e parques nacionais, além de cancelar tratamentos experimentais em centros federais de pesquisa médica.
Na época, o Partido Democrata, de Obama, tinha maioria no Senado, mas era minoria na Câmara.
Casa Branca diz que não irá negociar com democratas 'perdedores'
O presidente já havia criticado os democratas, afirmando que os opositores "querem imigração ilegal e fronteiras fracas".
Após a meia-noite de sábado, a Casa Branca emitiu um comunicado em que advertiu que "não negociará" com os democratas a questão dos sonhadores e qualificou a oposição de "perdedores".
"Não negociaremos a situação dos imigrantes ilegais, enquanto os democratas mantêm nossos cidadãos legais reféns das suas irresponsáveis exigências. Este é um comportamento de perdedores obstrucionistas, não de legisladores", expressou a Casa Branca.
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