Com pregoeiros, Prefeitura de Arapiraca contrata sem licitação empresa para leilões
Aluguel do imóvel custa aos cofres públicos mais de R$ 100 mil por ano
O que deveria ser um setor para coordenar atividades de elaboração de processos licitatórios e garantir o regulamento e cumprimento dos termos de pregões que geram interesse ao município de Arapiraca, tem também ocasionado despesa adicional aos cofres públicos da administração Teófilo.
O 7Segundos recebeu denúncia de que dois funcionários públicos trabalham pelo município de Arapiraca como pregoeiros. O que em tese dispensaria a necessidade de empresa atuando no mesmo ramo. O pregoeiro é um profissional do quadro de servidores, designado por autoridade competente, para a condução de licitações (pregões presenciais e eletrônico, leilão, registro de preços e etc) e deve ser funcionário efetivo do órgão promotor.
Além da redundância da função, a contratação da empresa custa aos cofres públicos a quantia de R$ 9 mil reais mensais somente com aluguel predial. Somada, a quantia chega a R$ 108 mil por ano.
Consta ainda na denúncia feita ao 7Segundos, que a Coordenadoria Geral de Licitação - que tem à frente o empresário Adoniram Guerra – realizou, sem licitação, a contratação da citada empresa.
O 7Segundos procurou outras prefeituras que participaram de leilões semelhante e com despesas bem abaixo das geradas pela empresa que atua em Arapiraca. As prefeituras de Craíbas e Jacaré dos Homens contrataram por meio de licitação serviço semelhante ao contratado por Arapiraca, com valor 40% mais baixo.
Como processos licitatórios têm a função de desonerar custos orçamentários - dando ao contratante a opção de pagar por serviços ou produtos de qualidade por menor preço - levamos o caso de Arapiraca à promotoria da cidade.
Após analisar robusta documentação apresentada por nossa reportagem, o promotor de Justiça, Napoleão Amaral, afirmou que enviará à Prefeitura de Arapiraca documento determinando a apresentação de detalhes sobre a contratação da empresa em questão. O promotor disse ainda que quer saber a necessidade e idoneidade da firma.
“Não posso dizer que o contrato é ilegal e muito menos legal. Preciso solicitar à Prefeitura e ela terá um prazo para me entregar o documento, só assim poderei instaurar inquérito sobre a legalidade da contratação”, declarou o promotor.
O 7Segundos procurou Prefeitura de Arapiraca que nos informou por meio da assessoria que a contratação da referida empresa foi realizada através de um processo administrativo de inexigibilidade, tendo como base notória especialização e qualificação técnica.
Veja também
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
