Polícia esclarece morte de casal e prende três suspeitos
A Polícia Civil de Alagoas esclareceu a morte do casal José Alberto Alves, 47 anos, conhecido como “Chacal”, e Quitéria Mendes dos Santos, que tiveram os corpos encontrados, em 26 de agosto do ano passado, dentro de um automóvel incendiado, próximo à usina Porto Rico, no município de Campo Alegre. O crime foi investigado pelos delegados Fábio Costa, gerente de Polícia Judiciária da Região 3 (DPJ3) e Alexandre César, titular da distrital de Campo Alegre.
A operação desencadeada esta semana contou com a participação do delegado regional de São Miguel dos Campos, Nilson Alcântara. Três suspeitos do crime foram presos: José Alisson do Nascimento, conhecido como “Tuta”, o vigilante Cícero Lúcio da Silva, o “Nem”, e Sérgio Batista dos Santos, conhecido como “Caçador”. A polícia investiga a participação de outros envolvidos no crime.
Os detalhes do caso foram revelados por “Tuta”, que confessou a autoria e apontou a participação dos demais envolvidos.
Segundo ele, o motivo do assassinato foi uma dívida que tinha com o empresário. “Chacal” cobrava o pagamento com insistência e, por isso, ele planejou o crime, combinando um encontro com a vítima em um posto de combustível às margens da rodovia BR-101, para supostamente fazer o pagamento.
Ele diz que o vigilante do posto conhecido como “Nem” sabia que o crime seria executado, inclusive, disse que não iria ter ninguém no local naquele horário para servir como testemunha.
O empresário chegou ao posto, por volta das 21h, em seu carro – um Fiat Palio, cor vermelha, placas OHJ-9657/AL, em companhia da esposa. Tão logo José Alberto cobrou a dívida, foi atingido com três disparos, morrendo instantes depois.
O corpo da vítima foi colocado na mala do automóvel e a esposa Quitéria foi levada para um canavial, no mesmo veículo, onde foi torturada para forçá-la a dizer onde estavam os bens do casal. Perto de meia-noite, voltaram para a cidade, tendo levado joias e dinheiro da casa das vítimas.
Em seguida, segundo a polícia, os criminosos retornaram ao canavial e a mulher foi morta e colocada dentro do Palio, onde já estava o corpo do empresário. O carro foi então queimado, junto com os corpos das vítimas.
A polícia descobriu que “Tuta” já foi preso em 2012, por porte ilegal de arma de fogo e investiga a participação dele em outros crimes.
Somente quase quatro meses depois de terem sido achados dentro do veículo carbonizado, os corpos do casal José Alberto e Quitéria Mendes foram liberados para sepultamento, após terem sido identificados por meio de exames de DNA.
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