"Inaceitável", diz delegado sobre assassinato de mototaxista, em Arapiraca
Thiago Prado deu ainda sua opinião sobre a defesa de menores infratores pelo ECA
O delegado regional de Arapiraca, Thiago Prado, deu maiores esclarecimentos sobre o caso da morte de Edjan de Oliveira Silva, mototaxista assassinado durante assalto na noite dessa segunda (2), em Arapiraca. Três adolescentes foram presos nesta terça (3) e encaminhados a 4ª DRP da cidade.
“Na noite de ontem (3), a Polícia Militar, junto com o 3º BPM, conseguiu realizar a apreensão destes indivíduos. E ainda na noite de ontem, aqui na Central de Polícia, efetuamos a lavratura do auto de apreensão dos menores infratores, por cometimento de ato infracional equiparado aos crimes de latrocínio e de organização criminosa. Na ocasião, foi apreendida ainda a arma de fogo utilizada, e os três menores confessaram a participação de cada um, sendo um deles o autor do disparo que atingiu a vítima e causou seu óbito”, esclareceu Thiago Prado.
O autor do disparo já tem passagem por ato infracional análogo ao crime de roubo. Os três menores serão encaminhados ao Juizado da Infância e Juventude, onde serão ouvidos e apresentados ao juiz e ao promotor da Infância e Juventude.
O delegado opinou ainda sobre o caso, dando sua visão sobre as sanções sofridas por adolescentes infratores:
“Esperamos que eles sofram a medida de internação provisória, tendo em vista o grande abalo que foi provocado por esses indivíduos na prática de mais um delito inaceitável na cidade de Arapiraca, que é o crime de latrocínio. Não se pode conceber tirar a vida de um ser humano porque o mesmo reagiu a um assalto. Claro, a gente orienta a população de que em momento algum deve se reagir, que entregue o objeto que tenha em suas mãos e confie na Polícia Civil, na Polícia Militar, que a gente faz o nosso trabalho para prender esses delinquentes. Agora, reagir, jamais: pode ocorrer uma fatalidade dessas.
A ideia que a gente tem é que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) trata o adolescente infrator como vítima, quando na verdade, o mesmo não é vítima. Ele, muitas vezes, teve um caminho a seguir, tem a família, teve colégio, mas decidem seguir o caminho da prática de ato infracional. E, com isso, ganha o benefício de ficar detido pouquíssimo tempo, quando não é solto na própria delegacia de polícia por força da legislação. Um caso de latrocínio, se ele não for julgado com celeridade, o prazo máximo de internação provisória de um adolescente desse é 45 dias. Então, isto soa demasiadamente como impunidade”.
Veja também
Últimas notícias
Mais de 150 estudantes da Uncisal podem ser afetados por ação que questiona regra de ingresso
[Vídeo] Ataque a tiros deixa homem morto com oito tiros e outro ferido em Arapiraca
Vídeo mostra momento em que motociclista morre ao cair do veículo na BR-101 em Messias
Vorcaro pediu para Sicário 'moer' empregada de atriz Monique Alfradique, diz PF
STF aguarda explicações de Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz
STF retoma nesta quarta (17) julgamento para definir regras sobre big techs
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
