Paraguai prende brasileiro suspeito de comandar operações do PCC no país
A polícia paraguaia prendeu no final da tarde desta quarta-feira (18) Eduardo Aparecido de Almeida, de 39 anos, suspeito de comandar as operações do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraguai e na Bolívia. O brasileiro, conhecido como Pisca, vivia tranquilamente na capital paraguaia há cerca de um mês, sem que exista qualquer registro de sua entrada no país e com um policial nacional paraguaio da ativa como seu guarda-costas particular, segundo a Procuradoria e a Secretaria Antidrogas do país.
As autoridades locais o relacionam com o espetacular e bilionário assalto feito por cerca de cinquenta homens armados em abril de 2017 ao principal cofre da empresa espanhola Prosegur em Ciudad del Este, na Tríplice Fronteira —divisa do país com Brasil e Argentina.
Nesta quarta-feira, quando policiais invadiram sua casa de luxo em um bairro rico de Assunção, Almeida correu para a casa vizinha e saiu pela rua de trás, onde era esperado por agentes da Secretaria Antidrogas paraguaia (Senad). Nas imagens da operação, ele aparece deitado de bruços no piso de cerâmica branca com as mãos algemadas nas costas na grande sala da casa com piscina, entre modernos móveis de madeira e uma TV de plasma mostrando as imagens das câmeras de segurança localizadas em todo o quarteirão, segundo informações divulgadas hoje pela procuradora-geral do Paraguai, Sandra Quiñónez.
Com Pisca também foram presos outro brasileiro, Ricardo Moraes Alves, que a Senad apontou em um comunicado oficial como suposto “colaborador próximo” do PCC, e um paraguaio chamado Carlos Alfredo Mendoza, oficial da Polícia Nacional, suspeito de trabalhar como guarda-costas e fornecer documentos pessoais ao brasileiro para que ele pudesse viver um cotidiano normal com a família, incluindo passeios de compras em shoppings centers dirigindo seu próprio carro, por exemplo.
A operação, que contou com a ajuda da Polícia Federal brasileira, apreendeu no local 102.000 dólares (cerca de 393.000 reais) em dinheiro, documentos, telefones, computadores, duas caminhonetes e duas motocicletas de luxo. A casa onde ele morava pertence ao ex-jogador de futebol argentino Roberto Nani e havia sido alugada pelo brasileiro através de uma imobiliária, como ele próprio confirmou ao jornal ABC Color.
As autoridades paraguaias informaram que o suposto chefe do PCC será transferido para a Ciudad del Este para que seja enviado para o Brasil, onde tem seis mandados de prisão por crimes relacionados com tráfico de drogas e de armas, formação de quadrilha, sequestro e homicídios.
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