‘Quem manda na reforma da Previdência é o Maia’, diz líder do PSL na Câmara
Delegado Waldir criticou Olavo de Carvalho
O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir, concedeu uma entrevista ao Estado de S. Paulo publicada neste domingo (14.abr.2019) criticando a articulação política do governo para aprovara a Previdência no Congresso. Segundo o deputado, se a proposta for aprovada, o mérito será do presidente da Casa, Rodrigo Maia –e não do governo.
Waldir afirma que enquanto o presidente Jair Bolsonaro “resolveu construir com o Olavo [de Carvalho]“, escritor e ideólogo considerado como referência para o governo, enquanto Maia “escolheu construir com o parlamento”.
“A reforma da Previdência não avança se o presidente quiser. Quem manda na reforma da previdência é o Rodrigo Maia, presidente da Câmara. O Rodrigo Maia é o 1º ministro. Nós não temos o parlamentarismo, mas o 1º ministro, neste momento, é o Rodrigo Maia. […] O Rodrigo mostrou que é o 1º ministro quando em uma hora ele aprovou em 2 turnos a PEC do Orçamento. Qualquer coisa nessa Casa, só passa se o Rodrigo quiser”, disse.
O deputado ainda afirma que o governo não tem base e falta articulação política. Segundo ele, a partir do momento em que o presidente Bolsonaro criou as expressões “velha política” e “nova política”, ele criminalizou a conduta do Congresso.
“O presidente colocou todos os parlamentares no mesmo saco. Nós temos parlamentares que respondem a processos, mas temos parlamentares espetaculares. Ninguém vai votar no governo porque o Bolsonaro tem olhos azuis. Ele tem que fazer carinho na cabeça do parlamentar. […] O presidente escolheu ministros técnicos para o 1º escalão apostando nas bancadas temáticas, e as bancadas temáticas só votam assuntos do interesse delas. O parlamento está ligado aos líderes partidários, e aos partidos”,
De acordo com o líder, quem está no front da tentativa de articulação é o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Mas ele estaria enfrentando dificuldades de fazer o convencimento.
“Para convencer os parlamentares, o presidente tem de chamar os parlamentares para governar. Ele tem experiência no parlamento, quer implantar 1 novo modelo de governabilidade, mas ele não pode criminalizar o parlamento“, disse.
No entanto, afirmou que Bolsonaro confia na pressão popular para que o governo tenha uma base.
“É uma ferramenta importante, mas que não vai convencer a maior parte do parlamento. O parlamento é muito corporativista. O governo já teve algumas derrotas.”
DISPAROS DIRETOS AO GURU DO GOVERNO
De acordo com Delegado Waldir, o grande atrito que existe no governo e as “caneladas do presidente” são influência do escritor Olavo de Carvalho. Afirma que o Brasil “não precisa mais de sociólogos e filósofos” mas precisa de “pessoas que tenham operacionalidade e tirem o Brasil da miséria“.
“Zero à direita, zero à esquerda. Uma pessoa que fica dando palpite em nosso país lá de fora. Quantos votos ele trouxe? Que campanha que ele fez? Escreveu não sei quantos livros, dizem. Parabéns! Mas e daí? […] Tem que afastar a influência dele do governo. Quem tem que ter influência é o presidente. Ele não pode ser o palpiteiro de plantão.”
Na viagem que fez aos EUA, Bolsonaro participou de 1 jantar com Olavo de Carvalho. O escritor sentou-se à direita do presidente.
Veja também
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
