Ex-prefeito de Girau era o chefe da quadrilha que desviou mais de 20 milhões
Para promotores, ex-prefeito era o comandante da orcrim que funcionava na prefeitura de Girau

A Operação Replay, batizada com este nome porque os envolvidos já são conhecidos de outras investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual, tem como alvo o ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fábio Rangel, que é acusado de comandar uma organização criminosa no período em que esteve à frente da administração municipal.
Os promotores que conduziram as investigações afirmam que o recebimento de propinas através de contratação ilícita de uma empresa locadora de veículos foi montada assim que Fábio Rangel assumiu a prefeitura. Somente no esquema que envolve a empresa LLmar Locação de Veículos e Máquinas, de propriedade de Luciano Lima Lopes - preso na manhã desta terça (23), em Maceió - mais de R$ 20 milhões foram repassados pela prefeitura à empresa, de acordo com o MPE. Além dos contratos milionários com a locadora de veículos, o empresário é acusado de fazer vários saques em um curto espaço de tempo de valores acima de R$ 100 mil, em espécie, "caracterizando típica movimentação destinada a fornecimento de propinas a agentes políticos", acusam os seis promotores do Gaeco e outros dois promotores que atuaram na comarca de Girau do Ponciano.
O outro presos da Operação Replay, André Firmino de Farias, era considerado braço-direito de Fábio Rangel, trabalhou como chefe do setor de transporte da prefeitura de Girau e estava sempre na companhia do ex-prefeito. Ele chegou a agredir equipes de reportagem e ameaçar repórteres que faziam a cobertura jornalística da prisão do ex-prefeito em 2017. Como chefe do setor de transportes, era o responsável pela "fiscalização" do cumprimento dos contratos de locação de veículos, e por isso tinha participação estratégica no esquema de propina.
Além das graves acusações investigadas pelo MPE na operação, Fábio Rangel é acusado de cometer, 23 vezes, atos de improbidade administrativa, que foram investigados na Operação Sepse. Na ocasião, os promotores requisitaram que o ex-prefeito devolvesse R$ 1 milhão aos cofres municipais. Em outra ação de improbidade administrativa, na semana passada a Justiça acatou o pedido da promotoria e determinou o bloqueio de R$ 5 milhões em bens do ex-prefeito e de mais sete pessoas e duas empresas, acusadas de participar de esquema de fraude em licitação para aquisição de remédios.
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