Câmara de Arapiraca debate sobre golpe do falso diploma
Cerca de 3 mil pessoas foram lesadas em Arapiraca e mais de 20 mil em Alagoas
A Câmara de Vereadores de Arapiraca promoveu, na noite de terça-feira (21) audiência pública para discutir o golpe dos diplomas falsos. De acordo com o Movimento Diploma Legal, aproximadamente 20 mil pessoas foram lesadas em Alagoas e três mil em Arapiraca, ao fazerem cursos cujo diploma não é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
A audiência foi proposta pelos vereadores Fábio Henrique (PC do B) e Leo Saturnino (MDB), e contou com a presença do presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Beltrão (MDB), do deputado Ricardo Nezinho (MDB) do líder do Diploma Legal, João Catunda, e do presidente da Subseção Arapiraca da Ordem dos Advogados do Brasil, Hector Martins, que afirmou, em seu discurso, que além de buscar uma punição para as instituições que lucraram ao enganar milhares de pessoas no Estado, as discussões devem também buscar meios para que os estudantes possam validar o período em que estudaram.
O advogado defende que o MEC busque meios junto a instituições de ensino superior regularizadas para validar os estudos feitos pelos alunos que caíram no golpe do falso diploma, que em muitos casos cumpriram carga horária semelhante a uma graduação regular. Hector afirmou ainda que é necessário reforçar a fiscalização para impedir que o golpe do diploma continue a ser executado.
"O prejuízo provocado por esse golpe a esse número tão grande de pessoas é uma prova de que as instituições não estão cumprindo o seu papel. Que fiscalização é essa? Isso é brincar com a sociedade. As pessoas estão aqui não apenas buscando essa oratória. Tenho certeza de que todos querem uma resolução para o problema", afirmou.
Em um discurso muito aplaudido e mencionado por várias das pessoas que fizeram o uso da palavra durante a audiência, Hector Martins também enalteceu a iniciativa dos vereadores que propuseram a audiência pública e do deputado Marcelo Beltrão, que encabeça, na Assembleia Legislativa, uma discussão sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do falso diploma.
"Quem dera que cada vereador, cada deputado, cada governante desse país abracasse uma causa e lutasse por ela. Nós precisamos de políticos, que são os representantes do povo, que abracem uma causa. Parace que hoje fazer política no nosso país é crime, mas não é. Se não fosse esses homens e essas mulheres daqui, nossos projetos não andariam. Não podemos criminalizar a política", disse.
Também estiveram presentes à sessão o presidente do Conselho Estadual de Educação, Mário Jucá, o reitor da Uneal, Odilon Máximo, a diretora de Fiscalização do Procom Arapiraca, Cecília Wanderley, a vereadora Graça Lisboa (PDT), que atualmente exerce função de secretária de Articulação Política na prefeitura de Arapiraca e alunos de faculdades denunciadas pelo golpe do falso diploma.
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