Sem doses extras, vacinação contra a gripe continua restrita a grupos em Alagoas
Sesau e Secretaria de Saúde de Arapiraca se manifestaram sobre decisão de não ampliar campanha
Apesar de o Ministério da Saúde estender a campanha contra a gripe para todo o público, em Alagoas, a vacinação continua restrita aos grupos prioritários, definidos na fase anterior da campanha. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Alagoas vacinou - até a sexta-feira da semana passada (31), 93,44% do público-alvo, superando a meta mínima de 90%, por conta disso, a quantidade de doses disponível não seria suficiente para extender a campanha a toda população e não foram enviadas mais doses para o Estado.
"Diante desta realidade, a Sesau e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL) decidiram por continuar vacinando o público prioritário até que a cobertura desses grupos seja alcançada, ampliando para outros segmentos somente quando houver estoque, o que é pouco provável, considerando que o quantitativo distribuído foi baseado na estimativa desses grupos", informou a Sesau, por meio da assessoria de comunicação.
Com isso, em Alagoas, nesta segunda-feira os postos de saúde de todos os municípios continuam ministrando vacina para os trabalhadores da saúde, indígenas, idosos, professores, portadores de comorbidades, pessoas privadas de liberdade, trabalhadores do sistema prisional, policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das forças armadas, crianças maiores de seis meses a menores e seis anos (cinco anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas (até o 45º dia após o parto).
A secretaria de Saúde de Arapiraca também se pronunciou, nesta segunda-feira (3), sobre a decisão de não ampliar a campanha de vacinação. A nota, assinada pelo secretário Glifson Magalhães dos Santos e pela superintendente de Vigilância em Saúde, Aglaí Tojal, afirma que, sem o envio de doses extras, o município não tem condições de atender a recomendação do Ministério da Saúde. A nota explica ainda que a meta de vacinação na cidade foi atingida, mas no grupo prioriário de crianças de seis meses e menores de 6 anos, apenas 77,4% foram vacinadas. "O que indica a necessidade de promover busca ativa para vacinação desse grupo prioritário, mesmo após o encerramento oficial da campanha", descreve a nota.
A decisão de estender a vacina para toda a população foi tomada pelo Ministério da Saúde em decorrência da baixa adesão dos grupos priorirários. Em todo o país, entre o dia 10 de abril a 31 de maio, 47,5 milhões foram imunizadas contra o vírus Influenza, número que corresponde a 80% do público-alvo. A meta era atingir 90% nesse período. Estados do Norte e do Nordeste do país foram os que alcançaram a maior cobertura vacinal do público-alvo. A exceção foi o Acre (73%), que ficou entre os piores do Brasil, junto com Rio de Janeiro (63,7%) e São Paulo (73,1%).
A vacina contra a gripe de 2019 passou por mudanças e protege contra os os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87).
Durante os cinco primeiros meses de 2019, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o País, com 144 mortes.
Veja também
Últimas notícias
Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra condenado por estupro de vulnerável
Homicídios caem mais de 70% e Alagoas registra fevereiro menos violento da série histórica
Governo de AL entrega escola, pavimentação de ruas e nova sala do Saúde Até Você Digital em Carneiros
Sobrinho de vereador é morto a tiros dentro de carro na BR-316, em Satuba
Secult assina ordem de serviço para reforma do Cenarte e garante retorno das aulas
Equipe do Ronda no Bairro recupera bolsa furtada na orla de Ponta Verde
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
