[Vídeo] Chuvas e preço fazem agricultores voltarem a investir no fumo em Arapiraca
Fumicultores apostam no aumento da produção e preço valorizado para venda
A fumicultura em Arapiraca vive um período de alta. O preço do fumo - que chegou a alcançar R$ 30 meses atrás - e o período chuvoso fez com que muitos produtores decidissem aumentar a área dedicada à cultura este ano.
Um deles é José Ferreira Barbosa, mais conhecido como Zé Arthur, que mora no sítio Fernandes, em Arapiraca. Com a expectativa de obter um bom preço no fumo, ele aumentou a área plantada de sete para quinze tarefas este ano, mesmo ponderando que o preço pode não ser tão atraente quando o de 2018. "No ano passado chegou a R$30 e esse ano deve ficar entre R$ 15 e R$ 20", afirma, o agricultor, que percebeu que, além dele todos os outros agricultores da região também aumentaram a área plantada de fumo.
Zé Arthur afirma que, além do preço, o período de chuvas constantes também contribuiu para que os produtores da região resolvessem investir na fumicultura. O trabalho agora é manter as pragas sobre controle. "Como está chovendo bem, graças a Deus, a roça está bem melhor agora. O que está complicando mais são alguns insetos, o 'cabeça virada' e a 'morredeira do fumo' que a gente precisa cuidar", afirmou.
Na região do sítio Fernandes, a expectativa em relação ao fumo é tão grande que até mesmo os moradores que não possuem propriedades rurais procuraram terras para arrendar e desenvolver a cultura. Por conta disso, os produtores que costumam empregar moradores da região para trabalhar na limpeza da roça estão encontrando dificuldades em contratar trabalhadores na localidade. Na propriedade de Zé Arthur mesmo, a maior parte dos trabalhadores são do sítio Pau Ferro.
Outro produtor do Fernandes, Francisco Antônio da Silva, explica que diferente de outras culturas, o fumo gera renda mesmo que a safra seja afetada pelas condições climáticas. "Mesmo que não estivesse chovendo, nem tudo estava perdido. Sem chuva, outra lavoura não dá, mas o fumo, o pouco que conseguir colher, a gente consegue um bom preço", explicou.
Ele conta que, mesmo assim, o período chuvoso "anima" o fumicultor, com a possibilidade de produzir folhas de fumo de maior qualidade e preço de comercialização. "No começo a chuva estava escassa e o pessoal não estava muito animado. Agora é diferente, todos ficam alegre com essas chuvas", declarou Francisco, que no ano passado chegou a vender fumo por R$ 20. "Ainda não dá para ter uma expectativa de preço, a gente só vai ter uma noção quando chegar a hora de capar [colher] o fumo", ressaltou.
Até mesmo para aquelas famílias que não possuem terra para plantar, o fumo já está ajudando no sustento, como é o caso da família da Maria das Graças, 59, que trabalha junto com o marido e mais seis filhos na roça de Francisco Antônio. "Todos estão trabalhando. Depois da roça, a gente espera ainda ter trabalho para destalar fumo também", falou.
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