PT diz que inquérito contra hackers é 'armação' de Moro
classificou como uma “armação” o inquérito
O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou como uma “armação” o inquérito que investiga a invasão do celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e outras autoridades. Quatro pessoas foram presas até aqui na operação e um dos advogados de defesa disse que o objetivo do grupo seria vender as mensagens ao PT.
Em nota divulgada na noite desta quarta-feira 24, o partido diz que Moro “comanda” o inquérito da Polícia Federal e que seu propósito é “produzir mais uma armação contra o PT”. O texto afirma, ainda, que as investigações da Polícia Federal “confirmam a autenticidade das conversas ilegais e escandalosas que Moro tentou desqualificar nas últimas semanas”.
O posicionamento da legenda é assinado por sua presidente nacional, Gleisi Hoffmann; o líder do partido na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta; e o líder no Senado Federal, Humberto Costa.
Mais cedo, Ariovaldo Moreira, advogado de um dos detidos, o DJ Gustavo Henrique Eias Santos, declarou para veículos de imprensa que seu cliente afirmou, em depoimento, que a intenção de Walter Delgatti Neto – apontado como o hacker responsável pelas invasões – seria vender a mensagens obtidas ao PT.
A nota divulgada pelo PT considera “criminosa a tentativa de envolver o partido num caso em que é Moro que tem de se explicar e em que o maior implicado é filiado ao DEM”. A direção da legenda afirma que tomará medidas judiciais a respeito do caso.
Na terça-feira, a Polícia Federal prendeu, na Operação Spoofing,quatro pessoas suspeitas de integrarem uma “organização criminosa” responsável por “violar o sigilo telefônico de diversas autoridades públicas brasileiras via invasão do aplicativo Telegram”, conforme decisão proferida pela Justiça Federal de Brasília. Segundo a PF, mais de 1.000 pessoas foram vítimas do suposto grupo hacker, entre elas os ministros Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia), desembargadores, procuradores, entre outros.
Veja, abaixo, a íntegra da nota do Partido dos Trabalhadores sobre o caso:
O ministro Sergio Moro, responsável pela farsa judicial contra o ex-presidente Lula, comanda agora um inquérito da Polícia Federal com o claro objetivo de produzir mais uma armação contra o PT.
As investigações da PF sobre as pessoas presas em São Paulo confirmam a autenticidade das conversas ilegais e escandalosas que Moro tentou desqualificar nas últimas semanas.
Acuado, o ex-juiz repete seus conhecidos métodos: prisões espetaculares e vazamentos direcionados contra seus adversários. É criminosa a tentativa de envolver o PT num caso em que é Moro que tem de se explicar e em que o maior implicado é filiado ao DEM.
O PT sempre foi alvo desse tipo de farsa, como ocorreu na véspera da eleição presidencial de 1989, quando a polícia vestiu camisetas do partido nos sequestradores do empresário Abílio Diniz antes de apresentá-los à imprensa.
O PT tomará as medidas judiciais cabíveis contra os agentes e os responsáveis por mais esta farsa. Quem deve explicações ao país e à Justiça é Sergio Moro, não quem denuncia seus crimes.
Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT
Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados
Humberto Costa, líder do PT no Senado Federal
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