Ministério Público promove campanha de combate a violência doméstica em Arapiraca
Mulheres aprenderam a identificar sinais de um relacionamento abusivo
A campanha Agosto Lilás, do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL), foi às ruas de Arapiraca, na manhã desta segunda-feira (12), para falar sobre o combate a violência doméstica e familiar contra a mulher. Dezenas de pessoas ocuparam a Praça Deputado Marques da Silva, no Centro da cidade, num encontro que reuniu, além de autoridades do órgão ministerial, representantes da Governo do Estado e da Prefeitura daquele município. No evento, além de bate-papo com a população sobre o tema, o MPAL também distribuiu material de conscientização.
A abertura do evento ficou porta do corregedor-geral do Ministério Público, o procurador de justiça Geraldo Magela. “Não é mais concebível que, em pleno século 21, a gente ainda tenha que falar sobre esse tema. É preciso que tenhamos consciência que nenhuma relação prospera sem respeito, sem afeto e, especialmente, sem amor. E se ela triunfar, é claro que a violência doméstica vai existir. Os relacionamentos permeados de agressão precisam ser banidos. É por isso que é tão importante a denúncia contra o homem que violenta sua companheira”, declarou ele.
A promotora de justiça Hylza Paiva, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher, chamou atenção para o tema do Agosto Lilás deste ano, que são os 10 principais sinais que apontam para a vivência de um relacionamento abusivo. “Ciúme, chantagem emocional e com os filhos, violação ao patrimônio particular, humilhação. Esses são apenas alguns desses sinais. Quando a mulher perceber que essa está sendo a sua realidade, já deve, de imediato, encerrar essa relação antes que cheguem as consequências piores, como a lesão corporal grave e até o feminicídio”, disse.
“Inclusive, essas vítimas precisam saber que existe uma rede proteção sempre pronta para atendê-las. São Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar e centros de referências que estão com equipes preparadas para fazer de devido acolhimento e adotar as medidas judiciais cabíveis”, acrescentou Hylza Paiva.
Denúncia deve ser feita por qualquer pessoa
A promotora de justiça Viviane Karla da Silva Farias também esteve presente às atividades. “Somente na capital, entre agosto de 2018 e julho deste ano, o Ministério Público ajuizou mais de mil denúncias contra agressores. Isso não significa dizer, necessariamente, que está aumentando, aqui em Alagoas, o número de crimes de violência doméstica. Esse pode ser um sinal de que as mulheres estão criando coragem, quebrando o silêncio, e fazendo a denúncia contra aquele homem que a agride. Isso também pode ser uma prova de que a sociedade, de maneira geral, está desconstruindo aquele ditado que diz que em ‘briga de marido e mulher ninguém bete a colher’. Nós temos que meter a colher, sim. O que não podemos fazer é nos calar”, afirmou a promotora.
Parcerias com outras instituições
A Prefeitura de Arapiraca e a Secretaria de Estado da Saúde foram parceiros do Ministério Público na ação realizada nesta segunda-feira. A advogada da Superintendência de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Márcia Acioly, reforçou a importância da união de forças para combater esse tipo de violência e explicou que a Prefeitura tem um serviço de atendimento às vítimas que funciona com atendimento multidisciplinar: “Essa nossa rede de atendimento já atua em parceria com o Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ou seja, ela é uma aliada do Ministério Público e do Poder Judiciário. E, aproveitando esse evento tão esclarecedor, quero lembrá-los que existe o Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Cramsv, que é realmente um instrumento de auxílio no combate à violência de gênero. Nossa equipe multidisciplinar atua com muita dedicação e está à disposição para servir. Já foram mais de mil atendimentos no último ano, de mulheres com idade que varia entre 18 e 60 anos”, assegurou ela.
Durante todo o evento, foram distribuídos livretos em cordel falando sobre os 10 principais sinais de um relacionamento abusivo e laços lilases. Além disso, os membros do Ministério Público participaram de conversas com a população.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
