Violência doméstica traz sofrimento, dor e pânico para mulheres alagoanas
Lei Maria da Penha completa 13 anos com aumento no número de feminícidios no estado
As marcas físicas em mulheres que sofreram violência doméstica, chegam aos seus corações, transformadas em dor, sofrimento e pânico. Criada há um ano, a Patrulha Maria da Penha trabalha diariamente com essas vítimas que tentam reconstruir suas vidas.
A Major Danielle Assunção, comandante da patrulha, contou sobre o trabalho de rotina dos militares. “Fazemos visitas diárias e domésticas, como uma fiscalização, para saber se aquela mulher está segura e se ela se sente acolhida”.
Danielle lembrou que a Patrulha atende vítimas que já tem medida protetiva. “Elas já denunciaram e deram o primeiro passo para dar um basta na situação. Mas outras mulheres nos procuram e nós a acolhemos, encaminhado para a Delegacia da Mulher, para realizarem os devidos procedimentos”.
Quando questionada sobre o perfil dessas mulheres que procuram ajuda, a Major não esconde a realidade. “Vidas cheias de pânico e dor. Elas chegam até nós totalmente aniquiladas, com anos de sofrimento. Então temos todo o cuidado com apoio da equipe multidisciplinar para que consigam recomeçar suas vidas”.
A Patrulha Maria da Penha foi criada em abril de 2018 em Alagoas e já atendeu 175 mulheres, e atualmente com 65 casos. “Os números estão sempre mudando, mas todas as demais que já passaram por nós continuam sendo acompanhadas”.
Nesta quarta-feira (07) onde a Lei Maria da Penha completa 13 anos, dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública mostram que este ano, os casos de feminicidio somente no primeiro semestre já superaram todos de 2018, foram 29 em doze meses contra 20 até julho de 2019.
Nos sete primeiros meses deste anos foram contabilizadas 1.057denúncias de violência contra a mulher em Alagoas.
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