Acusado de matar Marielle depõe nesta sexta; investigação não tem prazo para terminar
Os quatro foram detidos após serem acusados de atrapalhar as investigações do assassinato
O Policial Militar (PM) reformado Ronnie Lessa, acusado de ser o assassino da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, vai prestar depoimento nesta sexta-feira (4) através de videoconferência. Ele será ouvido um dia depois de sua mulher, Elaine Lessa, o cunhado, Bruno Figueiredo e outros dois amigos, Márcio Montavano e Josinaldo Freitas, serem presos em uma operação da Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro.
Os quatro foram detidos após serem acusados de atrapalhar as investigações do assassinato. De acordo com as apurações, eles participaram de um plano para descartar armas pertencentes à Ronnie Lessa, incluindo a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson. O Corpo de Bombeiros, a polícia e a Marinha já fizeram cerca de 30 mergulhos no local do descarte, mas as armas ainda não foram encontradas.
Segundo fontes da Jovem Pan, a operação desta quinta-feira (3) ter acontecido às vésperas do depoimento do PM não foi coincidência, e sim uma tentativa de pressionar Lessa a ajudar nas investigações.
A promotora do caso, Simone Sibilo, afirmou que ainda não há prazo para a conclusão do prazo. Segundo ela, há muitos elementos faltando. “Uma investigação e uma denúncia é algo de extrema responsabilidade. Portanto, se ainda não houve denúncia, é porque não há elementos neste momento. Não adianta se denunciar de forma temerária e açodada. O que se quer é o compromisso com a condenação.
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