Família de mulher assassinada não consegue notícias sobre filho da vítima levado por conselheiros
Em denúncia, família conta que não consegue contato com o Conselho Tutelar desde o domingo (13)
Além de lidar com a morte da jovem Flávia Maria dos Santos, 21, que foi assassinada pelo ex-companheiro na noite de sexta-feira (11), a família da vítima também sofre sem saber informações sobre o filho dela, um menino de 6 anos que foi recolhido pelo Conselho Tutelar após o crime.
"Desde domingo (13) a gente liga para o telefone do Conselho Tutelar e ninguém atende. Com ajuda de vizinhos, conseguimos contato com alguns conselheiros, e eles disseram que não podem atender porque o carro está sem combustível", afirmou um amigo da vítima, que pediu para não ser identificado na matéria.
O denunciante conta que a família de Flávia dos Santos, apesar de morar em Arapiraca, só ficou sabendo do assassinato dela no domingo e então passaram a providenciar a liberação do corpo no IML para o sepultamento, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (14). "A família dela tinha muitas coisas para resolver e então estavam tentando falar com o Conselho por telefone para tentar trazer o menino para que ele pudesse se despedir da mãe. Mas o telefone só chama", declarou.
Ele se referiu ao telefone do plantão do Conselho Tutelar II: 99906-3745. A reportagem do 7Segundos também ligou várias vezes para este número até o fechamento da reportagem. O telefone chama até cair na caixa postal, mas ninguém atende.
O amigo da família afirmou que vizinhos chegaram a ligar para o telefone pessoal de um dos conselheiros, que teria explicado que eles não estão atendendo ocorrências devido a falta de combustível no veículo do Conselho. "Mas o que eles querem é ter notícias do menino e saber informações sobre o que é preciso fazer para ficar com a guarda dele", informou.
Flávia Maria dos Santos, 21, foi assassinada a facadas pelo suposto companheiro, Claudemir Alves dos Santos, 42, na noite de sexta-feira. Ela estaria grávida de três meses do agressor. O crime aconteceu na casa dele, no bairro Eldorado, em Arapiraca, e o acusado, em seguida, se apresentou espontaneamente à Central de Polícia e confessou o crime.
A mãe de Claudemir, Jerusa Alves da Silva, deu entrevista para a imprensa, dizendo que o filho agiu em legítima defesa e alegando ter sido atacada pela vítima. De acordo com ela, a vítima e o agressor não restavam mais se relacionando e o filho queria que a jovem fizesse exames para confirmar a gravidez. Na noite do crime, de acordo com ela, Flávia dos Santos foi até a casa do acusado e passou a ameaçá-lo com uma faca quando ele se recusou a retomar o relacionamento. Ele teria conseguido tomar a arma da mão dela e, para se defender das agressões, teria esfaqueado a vítima.
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