Caso Grilo: Enquanto acusação sustenta tese de crime político, defesa alega que réus são inocentes
Vereador Zé Catu, o irmão dele e um amigo são julgados pelo assassinato de líder do MST conhecido como “Grilo”
O júri popular do vereador de Craíbas, José Francisco da Silva, conhecido como Zé Catu, do irmão dele, Francisco Silva e do amigo João Olegário dos Santos, acusados do homicídio de Luciano Alves da Silva, conhecido como “Grilo”, prossegue no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió.
Segundo informações da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, a acusação sustenta que o então vereador Zé Catu (José Francisco da Silva) foi o mandante do crime, motivado pelo fato de que Grilo concorreria com ele ao cargo de vereador do município de Girau do Ponciano. Francisco Silva (irmão de Zé Catu) e João Olegário dos Santos seriam os executores, junto a outro homem, já falecido.
“O Ministério Público, como guardião da lei, não tem obrigação de buscar uma condenação, só busca quando está convicto da autoria, da materialidade e culpabilidade, e nesse presente caso existem suficientes indícios que apontam para os réus”, declarou o promotor Wesley Fernandes, responsável pelo caso.
O advogado Fernando Falcão lidera a defesa, que sustenta não haver qualquer participação dos três réus. “Esse processo mostra a absoluta ineficácia dos inquéritos policiais que hoje servem para instruir as ações penais. [Grilo] ordenava a invasão de propriedades privadas, comandava saques de cargas e nenhuma dessas condutas chegou a ser apurada. A autoridade policial centrou toda a sua investigação em cima dessa suposta contrariedade do vereador e desprezou qualquer outra hipótese”.
De acordo com o juiz John Silas, substitui da 9a Vara da Capital, a expectativa é que a decisão do júri popular seja divulgada até a noite.
Luciano Alves, conhecido como “Grilo”, era uma proeminente liderança dos sem-terra no município de Craíbas, no começo dos anos 2000. Segundo pessoas próximas, ele tinha intenção de disputar cargo na Câmara de Vereadores em 2004 e havia confidenciado a amigos que poderia ser assassinado por conta de suas posições políticas.
Em 7 de setembro de 2003, Grilo foi até um bar, após convite insistente de Josinaldo José dos Santos, que teria envolvimento com o crime e já falecido. Ao sair do estabelecimento, foi alvejado a tiros por dois homens em uma motocicleta. Conforme o inquérito policial feito na época do crime, Zé Catu, que era vereador e via no militante sem-terra uma ameaça a reeleição dele. Conforme a tese da acusação, o parlamentar seria o mandante do crime, e os irmãos dele estariam envolvidos na execução dos homicídio.
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