"O senhor eu não levo": motorista de aplicativo recusa corrida e é acusada de racismo por família negra
A Polícia Civil investiga se o cancelamento da corrida constituiu injúria racial
A Polícia Civil investiga se o cancelamento de uma corrida de motorista de aplicativo constituiu injúria racial. Pai e filha chamaram um veículo pelo aplicativo 99, na tarde deste sábado, mas quando se preparavam para embarcar relataram em ocorrência da Polícia Militar que a motorista disse: "o senhor? O senhor eu não levo", trancou as portas do veículo e arrancou, cancelando a corrida. A jovem, de 18 anos, e seu pai, Alessandro Silva, de 47, relataram que foram recebidos com "cara de nojo" pela condutora e dizem acreditar que se tratou de racismo.
A jovem que denunciou o caso é Ariane Cristina Abdon Silva, de 18 anos. Segundo ela, havia várias pessoas na rua no momento em que o pai abria a porta para que os dois se dirigissem para a casa da avó, no Bairro Ana Lúcia. Ariane guardou no smartphone os dados da motorista, que conduzia um veículo Chevrolet Onyx branco. Munida dessas informações compareceu a uma base de polícia comunitária, às 14h50.
Ela afirma que o pai se sentiu constragido pelo ato que atribui a injúria racial. O caso será investigado na 4ª delegacia de Polícia Civil, para onde a ocorrência policial foi encaminhada, segundo a PM.
Por meio de nota, a 99 informa que recebeu a denúncia que considerou grave e bloqueou imediatamente a motorista parceira da plataforma, bem como mobilizou uma equipe que está em contato com a vítima para oferecer todo o suporte e acolhimento necessários. "A empresa lamenta profundamente a situação e está disponível para colaborar com a investigação da polícia. A empresa repudia veementemente qualquer tipo de discriminação e comportamentos que vão contra os Termos de Uso da Plataforma, medidas corretivas podem e são adotadas pela empresa", informou.
Ainda segundo a nota emitida pela 99, passageiros e motoristas que tenham sofrido qualquer forma de discriminação devem reportar imediatamente para a empresa, por meio de seu aplicativo, ou no telefone 0800-888-8999, para que o acolhimento e suporte necessários sejam oferecidos, além das medidas corretivas e colaboração com a investigação da polícia. "A 99 oferece aos motoristas parceiros uma plataforma de conscientização, com um pacote gratuito de cursos online e presencial sobre racismo, homofobia e outras formas de preconceito.", informou
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