José Fábio Bernardo será auxiliar de acusação no juri de ex-policial civil envolvido na morte de gerente
Jadielson Nunes teria sido contratado para executar Edler Lira da Silva em 2008, em um posto de combustível
Mais de dez anos após o crime, o ex-policial civil Jadielson dos Santos Nunes, vai a júri popular na quinta-feira, dia 06 de fevereiro, no Fórum de Arapiraca. Ele é um dos acusados da morte de Edler Lira dos Santos, que foi assassinado em 18 de junho de 2008, quando chegava para trabalhar no posto que gerenciava as margens da AL 110, em Coité do Noia. O advogado José Fábio Bernardo, que vai atuar como auxiliar de acusação, falou ao portal 7 segundos que vem se preparando para o júri popular.
“Eu venho me preparando da melhor maneira possível, uma vez que fui contratado pela família como assistente de acusação”, afirmou ele.
O ex-policial Jadielson dos Santos ainda conseguiu evitar por três vezes o júri popular. Sobre a demora que envolve o período de inquérito, processo e julgamento José Fábio Bernardo citou que “alguns advogados tem reclamado e a OAB tem agido de uma forma correta, procurando da melhor maneira possível que os processos tenham celeridade, o que é bom para todas as partes envolvidas. Graças a Deus a OAB tem atuado e procurado junto ao Judiciário a celeridade dos processos”.
“A família está ansiosa esperando pela justiça. E eu creio que a Justiça será feita. Não tem outro veredito a não ser a condenação, porque os autos estão cheios de provas,” destacou o advogado que vai atuar como auxiliar de acusação.
O advogado José Fábio Bernardo concluiu afirmando que as pessoas devem agir sempre de acordo com a Lei, ressaltando que o crime não compensa. “Não existe o crime perfeito”, sentenciou.
As investigações
As investigações policiais feitas à época dão conta de que o crime foi cometido por Antônio Ananias dos Santos e pelo então policial civil Jadielson dos Santos Nunes. Sendo que Antônio Ananias é acusado de ser o mandante e também um dos executores do crime. No vídeo das câmeras de segurança, ele aparece pilotando a moto e com um casaco de cor escura. Ele efetua os primeiros disparos contra a vítima, enquanto Jadielson aponta uma arma para um frentista, que sai correndo. Em seguida, Jadielson se aproxima de Edler, que já está no chão, e efetua mais disparos na direção dele.
Antônio Ananias teria contratado o então policial para executar o crime junto com ele mediante o pagamento de R$ 1 mil mais um aparelho de som. A dupla chegou a ser presa durante as investigações, mas foi liberada para responder pelo crime em liberdade.
Antônio Ananias foi morto durante um confronto com a polícia no dia 08 de junho do ano passado, durante perseguição aos acusados de assalto a um posto do Banco do Brasil em Pindorama, município de Coruripe. O acusado era proprietário do veículo usado no assalto e onde a polícia encontrou grampos, que são jogados na pista com o objetivo de furar pneus das viaturas e roupas camufladas que foram usadas no assalto.
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