Massacre no DF: jovem planejava usar bomba igual à de ataque em Boston
Policiais apreenderam, na casa onde Henrique morava com o avô, no Lago Norte
Um atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos e que repercutiu em todo o mundo pode ter servido de inspiração para o brasiliense Henrique Almeida Soares, 19 anos, planejar o ataque evitado pela Polícia Civil do Distrito Federal no sábado (29/02/2020). Ele queria detonar explosivos em um show de funk no Setor Comercial Sul (SCS) no fim de semana passado.
Os investigadores da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) suspeitam que o rapaz, preso preventivamente, tenha colhido detalhes sobre as bombas usadas no atentado à Maratona de Boston, detonadas em 15 de abril de 2013. Na ocasião, os explosivos foram acondicionados em panelas de pressão e explodiram, deixando três mortos e 264 feridos.
As suspeitas dos policiais se respaldam nas substâncias encontradas na residência onde Henrique morava com o avô, no Lago Norte. Cinco quilos de nitrato de amônio somados a pregos e outras substâncias colocados em uma panela de pressão serviriam para formar uma bomba com alto poder destrutivo, chamada “Anfo” – acrônimo do inglês Ammonium Nitrate / Fuel Oil.
Trata-se de um explosivo produzido pela mistura de hidrocarbonetos líquidos fáceis de encontrar no comércio e em postos de combustíveis. Dois artefatos semelhantes foram usados no atentado à Maratona de Boston. Eles estavam em panelas de pressão repletas de pregos e outros pedaços de metal. Com a detonação, esses materiais tornam-se projéteis, como balas de arma de fogo, lançados em várias direções.
Na casa dele, a polícia apreendeu cinco quilos de nitrato de amônio e um quilo de nitrato de potássio. “O material era suficiente para derrubar uma casa. Ele tinha muito poder de fogo”, destacou o chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani Júnior.
A DRCC já pediu autorização da Justiça para ter acesso aos dados armazenados no telefone celular e no computador do rapaz. O principal objetivo é identificar se Henrique usava perfis falsos em redes sociais para manter conversas envolvendo o planejamento de ataques, tutoriais para a confecção de bombas e outras atividades relacionadas a ações terroristas.
Os investigadores querem saber se Henrique tinha ligações ou participava de grupos extremistas. A polícia também vai analisar uma série de desenhos e anotações feitas pelo suspeito que estavam guardados no quarto dele. Quase todas as ilustrações faziam menção a mortes, incitação ao ódio, disparos de arma de fogo e esfaqueamento de pessoas.
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