Covid 19: sem poder trabalhar, músicos pedem ajuda ao Governo de Alagoas
Músicos e artistas de outras áreas estão preocupados com a pandemia
Diante da pandemia de Coronavírus, várias categorias profissionais foram afetadas, incluindo os músicos. Com isso, a Comissão Provisória do Sindicato dos Músicos de Alagoas encaminhou documento à Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas ( SECULT), onde faz algumas solicitações. De acordo com o documento, a situação começa a se agravar ao ponto dos artistas começarem a ter dificuldades para manter suas necessidades básicas.
Entre as reivindicações da categoria ao Governo de Alagoas estão: suspensão de impostos por ao menos seis meses, com pagamento posterior parcelado em até 24 meses, além de outras contribuições; Lançamento de crédito de capital de giro para empresas do setor, através da Agência de Fomento do Estado( Desenvolve), com juros reduzidos, carência de 12 meses e pagamento em 60 meses; Lançamento de edital para projetos de forma online, de início imediato e contemplando artistas locais.
Os músicos também apelam para o incentivo ao fomento indireto, pagamento de auxilio financeiro ( Bolsa Cultura), distribuição de cestas básicas para profissionais do setor mediante realização de cadastro, entre outras solicitações.
Ordem dos Músicos do Brasil (OMB)
Presidida por Gervásio Braz, a seccional Alagoas da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), também mostrou sua preocupação devido ao setor da Cultura ter sido paralisado. “Me solidarizo integralmente aos artistas de todas as áreas, que não possuem renda fixa e que dependem do dia a dia para ganhar o pão. Esses valorosos Profissionais, devido ao risco do coronavírus, estão impossibilitados de trabalhar em público,” informa a nota.
A entidade ressalta que são músicos, poetas, cantores, atores e atrizes, artistas gráficos de todo o nosso estado. “E por essa razão necessitam do imediato apoio real por parte do Governo do Estado de Alagoas. O exercício profissional da música, diante da epidemia do novo coronavírus (Covid-19), necessita de renda pública para manter a justa dignidade cidadã dos profissionais da Cultura. O momento exige atitude, e diante das enormes dificuldades para se exercer a profissão na atividade Cultural, seja de produção, montagem de estrutura, cenário, sonoplastia, iluminação, entre outros,” ressalta o texto.
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