Professor com sintomas de Covid-19 busca novo atendimento em Arapiraca, mas não é testado
Funcionário de escola particular passou mal e procurou 3o. Centro, mas médico mandou tomar remédio para asma
O professor de uma escola particular de Arapiraca que está com sintomas semelhantes a doença provocada pelo coronavírus procurou mais uma vez atendimento médico e, novamente não foi testado para a doença. O paciente, que não terá o nome revelado, foi ao 3o, Centro de Saúde, transformado em Unidade Sentinela para casos suspeitos de covil-19, na tarde de quinta-feira (26), e voltou para casa com uma receita de remédio para asma e calmante.
“Quando cheguei, deram álcool gel para limpar as mãos e uma máscara. Passei pela triagem e pouco tempo depois fiquei muito mal, tive até tontura devido a falta de ar e as enfermeiras precisaram me amparar. Falei na triagem e para o médico que tive contato com pessoas que viajaram para fora, mas eles não pediram nenhum exame. Deram dipirona e passaram um remédio para tomar na nebulização, que é para o tratamento de asma. Eles não consideraram que posso estar com coronavírus”, afirmou.
Ele conta que, antes de passar mal, observou que outras duas mulheres que aguardavam atendimento também apresentavam falta de ar. Ele conseguiu falar com uma delas, que foi atendida antes. De acordo com o relato, a mulher também recebeu prescrição de remédio para asma e não teria sido testada para a covid-19.
“A minha percepção é que pode estar acontecendo algo para evitar o número de casos suspeitos. Isso não vem dos médicos e nem do pessoal da Saúde em geral, parece ter alguma coisa por trás. Se eu piorar novamente, não sei mais onde procurar atendimento”, disse. “Isso me faz acreditar
O professor, que tem 33 anos, passou a sentir dores de cabeça e apresentar tosse e calafrios, como se estivesse com febre no dia 19, um dia depois de a escola onde ele trabalha suspender as aulas. Dias depois, passou também a ter episódios de falta de ar e, na última segunda (23) foi ao 5o. Centro de Saúde, mas alega ter tido as queixas ignoradas pela médica que estava no plantão, que o mandou para casa com remédios para dor.
Ele relata que no último dia de aula antes da quarentena teve contato com várias crianças e uma delas, que ele soube depois que tinha chegado de uma viagem da Disney, nos Estados Unidos, com os pais, tossiu perto dele. Após passar a suspeitar que está com a covid-19, entrou em contato com a escola e passou essas informações. De acordo com ele, a secretaria da escola declarou que não chegou ao conhecimento da instituição nenhum relato de aluno ou de parentes que estejam com a suspeita da doença.
Após ser atendido no 3o, Centro, ele comprou a medicação receitada pelo médico e está fazendo nebulização. O professor afirma que esta melhor da falta de ar, mas como mora sozinho e está cumprindo à risca as medidas de isolamento - apesar de não ter recebido recomendações para isso - teme o agravamento de seu quadro de saúde.
“Ontem só fui ao 3o, Centro após conversar com a minha irmã, que é técnica de enfermagem e trabalha em Maceió. Ela disse, e estava certa, que com as crises de falta de ar que eu estava tendo, tinha que procurar atendimento médico urgente. Se meu estado de saúde piorar e eu não tiver como procurar atendimento? O município é responsável se alguma coisa acontecer comigo, porque eu sigo o que eles pedem, mas me mandam de volta para casa sem sequer testar se eu estou ou não com a doença”, ressaltou.
O 7Segundos entrou em contato com a assessoria da prefeitura, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.
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