Costureira aposentada, de 69 anos, faz máscaras de pano para doar
Walnide Aparecida Araújo Mendes deixou de produzir vestidos infantis para ajudar quem não pode comprar o acessório de proteção
Costureira de mão cheia, a aposentada Walnide Aparecida Araújo Mendes - para os íntimos, Neide- de 69 anos, parou momentaneamente a produção de vestidos infantis para fazer o bem em meio à pandemia. Moradora de Goiânia, ela está fazendo máscaras de panos e doando para que não tem condições de pagar pelo equipamento e precisa se proteger do coronavírus.
Inicialmente, ela havia feito apenas algumas unidades para a filha, que é psicóloga, e alguns pacientes dela. Mas uma foto da produção foi parar na internet e tudo tomou uma proporção enorme. Vários pedidos chegaram pelas redes sociais, e ela se desdobra, com um grande sentimento de prazer, para atender a todos.
"Fico muito triste pela situação [da pandemia], mas feliz por ajudar quem precisa. Tem gente que não pode parar e não tem como comprar as máscaras. As pessoas precisam ser protegidas", disse ao G1.
Desde quinta-feira (2), quando atendeu ao pedido da filha e a história foi parar nas redes sociais, ela já fez e doou 50 máscaras. Outras 60 já foram encomendadas.
Falta de tecido
A idosa diz que sempre costurou - nem a própria sabe dizer com que idade começou. Mas há cerca de 20 anos, quando se aposentou do cargo de professora, passou a fazer vestidos infantis como forma de complementar a renda e não ficar muito tempo ociosa.
Neide trabalha com o restante de tecido que ainda tem em casa. Porém, o material não vai dar conta de toda a demanda. Com as lojas fechadas, ela tenta fazer um pedido pela internet para seguir com a produção.
Além disso, para quem pode comprar, ela vende kits com três máscaras por R$ 10. O dinheiro arrecadado é utilizado para a compra de mais tecidos para a confecção de novas máscaras para serem doadas a famílias carentes.
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