Explode procura por medicamentos para ansiedade e vitaminas na pandemia
A indústria farmacêutica União Química confirma que registrou um aumento na procura de fármacos para tratar sintomas da depressão e transtornos de ansiedade
Em meio à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19), dados da consultoria especializada no setor farmacêutico, IQVIA, mostram que nos últimos doze meses que antecederam maio de 2020, medicamentos para tratar transtornos de ansiedade, insônia e depressão aumentaram suas vendas em quase 6%, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, o faturamento alcançado por antidepressivos subiu 15,7%, chegando a R$ 3,24 bilhões.
Somente em abril deste ano, a análise mostra um crescimento dessa classe de medicamentos de 9,62%. Além disso, houve outro segmento de substâncias que também tiveram um desempenho surpreendente, as vitaminas, cuja demanda no mercado cresceu 24,75%, passando de 173,3 milhões de unidades para 216,3 milhões de caixas, ainda de acordo com o levantamento da IQVIA.
As empresas
A indústria farmacêutica União Química confirma que registrou um aumento na procura de fármacos para tratar sintomas da depressão e transtornos de ansiedade. De acordo com o vice-presidente da companhia, Vagner Nogueira, a empresa possui cinco produtos nessa linha de portfólio. Nesse sentido, ele afirma que, no mesmo período do levantamento, o crescimento da receita dessa classe de medicamentos subiu 38%, fato que significa um faturamento de R$ 61 milhões para R$ 98 milhões.
“Não aumentamos turnos de produção, mas fizemos ajustes para atender à demanda crescente. O que ajudou muito nessas vendas foi que o Governo flexibilizou a concessão de receitas médicas, agora o paciente pode ter uma receita digital”, disse ele, durante entrevista ao portal Valor Econômico.
á em relação às vitaminas e polivitamínicos, Nogueira também explica que houve um aumento significativo na comercialização. Nesse caso, essa classe de substâncias registrou um crescimento de volume de 37% na União Química, já a receita aumentou 55,7%, passando de R$ 78 milhões para R$ 119,6 milhões. Segundo o executivo, foi necessária uma força-tarefa. “Aumentamos em 30% a produção com um turno a mais de trabalho, tudo isso para atender à demanda”.
Já a Cimed também viu as vendas dos polivitamínicos aumentar. De acordo com o presidente da companhia, João Adibe, a procura para essa classe de produtos cresceu 62% de janeiro até maio de 2020. “A demanda é maior que a nossa capacidade de produção. Não consigo fabricar mais porque dependo de insumos importados. Atualmente, estamos usando 100% de nossa capacidade nessa linha”, explicou ao Valor Econômico.
Fitoterápicos
Entre abril e maio, um levantamento do Google mostrou que a palavra insônia foi a mais procurada em sua plataforma. Os dados mostram que a procura por substâncias para auxiliar no tratamento dos sintomas desse problema cresceu 130%, apenas no quarto mês de 2020.
Paralelamente a esse fato, a Aspen Pharma registrou um aumento significativo nas vendas de fitoterápicos que aliviam os sintomas da ansiedade e da insônia, pois, tem em seu catálogo substâncias a base de passiflora. De acordo com a companhia, a demanda chegou a 188 mil unidades vendidas, em maio de 2020. Fato que representa um aumento de 59% se comparando ao mesmo período de 2019.
“As pessoas procuram primeiro medicamentos que não precisam de receita para resolver um problema pontual. Isso explica porque a venda de fitoterápicos cresceu tanto. A procura pela palavra insônia no Google foi maior que a palavra Deus, que era campeã na plataforma nos últimos meses”, afirmou o presidente da subsidiária da Aspen no Brasil, Alexandre França.
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