[Vídeo] Moradores de Craíbas denunciam que desmonte de mineradora provoca rachaduras em residências
De acordo com moradores após um mês do início do desmonte, casas apresentam rachaduras
Os moradores do povoado Pau Ferro, na zona rural de Craíbas, no Agreste de Alagoas, relatam que após a prática do “desmonte” – nome dado a explosão das terras para a extração dos minérios, realizado pela Mineradora Vale Verde, boa parte das residências apresentou uma espessura maior em algumas rachaduras e também novas rachaduras nas casas construídas recentemente.
Segundo os moradores, os desmontes iniciaram há cerca de um mês e os moradores observaram que as rachaduras estão mais evidentes. De acordo com a líder comunitária Adenilza Farias, antes de iniciar os desmontes os técnicos da mineração informaram que as explosões iriam ocorrer a uma certa distancia das residências do povoado, mas na prática, segundo a líder comunitária, isso não vem ocorrendo. A casa dela também está com rachaduras em vários cômodos da casa.
“As famílias que moram mais perto do local das explosões são atingidas pelo barulho, poeira e agora apareceram essas rachaduras que podem comprometer a estrutura das casas”, relatou Adenilza Farias.
No povoado Pau Ferro moram cerca de 500 famílias, e muitos moradores já perceberam a interferência dos explosivos no dia a dia da comunidade. Eles afirmaram que técnicos da mineradora foram até o local antes do início dos desmontes para medir o impacto que as explosões causariam no povoado. “ Eles vieram aqui no bar do “Zé Moço” colocaram um aparelho e afirmaram que a explosão não iria atingir as casas. Mas está aparecendo muitas rachaduras”, afirmou outra moradora.
Josefa Maria de Oliveira, mais conhecida como “Dode” relatou que a construção da casa dela não é antiga e mesmo com uma estrutura reforçada de cimento na alvenaria, apresentou rachaduras. “ Eu estou com medo de dormir na minha casa porque tem muitas rachaduras debaixo das linhas ”, falou preocupada
Os moradores estão apavorados pois não sabem até onde os desmontes podem afetar as residências. A falta de informação e conhecimento técnico estão provocando temor na comunidade. Algumas pessoas já pensaram até em abandonar as residências com medo do que possa vir a acontecer.
“ A gente está se organizando para falar com a direção da mineradora e se não houver uma solução urgente, vamos procurar o Ministério Público para realizar a denúncia formal”, finalizou Adenilza Farias.
O Portal 7Segundos entrou em contato com a assessoria de comunicação da Mineradora Vale Verde que enviou uma nota reafirmando o compromisso com o bem-estar e a segurança das 14 comunidades da zona rural de Arapiraca e Craíbas que fazem parte do projeto Serrote.
A MVV afirmou que usa tecnologia eletrônica de ponta para minimizar o impacto do processo e que toda a operação. Uma equipe multidisciplinar acompanha todo o processo com o uso de três sismógrafos- equipamentos de alta precisão que capturam e registram as menores variações de ruídos e vibrações que ocorram no ambiente, antes e após o processo, que dura no máximo 5 (cinco) segundos. As análises acontecem na porta das casas dos residentes dessas localidades, com o auxílio desses aparelhos.
A mineradora informou ainda que recebeu alguns reclames com relação ao ruído e às vibrações nas estruturas das residências da região de entorno. A MVV já está conversando abertamente com os moradores e iniciando a averiguação de casa em casa para verificar pontualmente cada uma dessas situações que têm surgido.
A empresa reforça que há um canal direto de comunicação para que essas questões sejam conferidas de imediato, por meio da ouvidoria MVV por meio do número (82) 9.8189-6016.
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