Wassef, Zanin e outros advogados são alvos da Operação Lava Jato
A Justiça expediu 50 mandados de busca e apreensão na investigação de desvio de R$ 150 milhões da Fecomércio, Sesc e Senac do RJ
Os advogados Frederick Wassef (que representou a família Bolsonaro), Cristiano Zanin (Lula) e Ana Tereza Basílio (Wilson Witzel) são alvos de nova fase da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (9). Bolsonaro, Lula e Witzel não são investigados nesta operação.
A Operação E$quema S investiga desvios de pelo menos R$ 150 milhões do Sistema S do RJ por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo, para propinas a agentes públicos.
A operação é baseada em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da seção fluminense do Sistema S -- que engloba Fecomércio, Sesc e Senac.
O juiz federal Marcelo Bretas expediu 50 mandados de buscas e apreensões -- não há mandados de prisão -- e aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), tornando rés 26 pessoas (veja a lista abaixo) .
Segundo o MPF, um dos escritórios alvo de buscas -- o Eluf e Santos -- foi contratado no esquema para repassar dinheiro a Wassef.
A Lava Jato apurou que as entidades do Sistema S teriam destinado pelo menos metade do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia.
A força-tarefa aponta que a Fecomércio-RJ, por exemplo, gastou R$ 355 milhões a pretexto de advocacia, "por serviços supostamente prestados", dos quais "ao menos R$ 151 milhões foram desviados".
Segundo o MPF, alguns dos pagamentos foram "sob contratos de prestação de serviços advocatícios ideologicamente falsos"; sem contratação formal e sem critérios técnicos, como concorrência ou licitação.
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