Entenda o que os astrônomos já sabem sobre o asteroide que caiu no Nordeste
Astrônomos solicitaram dados da Nasa para determinar o percurso do bólido que entrou na atmosfera pelo céu do Ceará
No último sábado (10), um asteroide de pequena proporção foi visto entrando na atmosfera pelo céu do Ceará. A rocha espacial, identificada como um bólido, causou um estrondo que foi ouvido no Maciço de Baturité, ao Sul de Fortaleza, provocando curiosidade entre a população.
Teorias sobre a possível queda de um avião ou um abalo sísmico foram levantadas. Mas uma equipe de astrônomos da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon) confirmou que se tratava da queda de um asteroide - fenômeno raro no estado, com evento semelhante ocorrido pela última vez em 1991, na cidade de Campos Sales.
No exato momento em que o bólido foi visto adentrando a atmosfera terrestre, às 6h42min, o satélite meteorológico GOES-16, da Bramon (em português, Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros), detectou um grande flash em seu instrumento GLM, utilizado para mapeamento de relâmpagos. Segundo o astrônomo Lauriston Trindade, como não havia nuvens, o evento só poderia indicar a entrada de um possível asteroide. Pouco tempo depois, a equipe conseguiu imagens da câmera do Clima ao Vivo, que registrou a passagem do meteoro no céu de Fortaleza.
O som da explosão e fragmentação do asteroide após entrar na atmosfera, foi ouvido principalmente no Maciço de Baturité, em cidades como: Pacoti, Guaramiranga, Capistrano, Redenção, Baturité e outras. No entanto, conforme relatos de testemunhas, a entrada do bólido foi vista de Fortaleza, também confirmada em imagem do Clima ao Vivo. Os astrônomos acreditam que haja material em solo - como meteoritos, que são fragmentos do bólido - em regiões próximas à divisa de Caucaia e Maranguape.
Moradores chegaram a relatar que uma cratera, localizada no distrito de Guaiuba, poderia ser indicativo da passagem de meteoritos. Também informaram que uma pedra bem escura foi encontrada na região. Contudo, a equipe da Bramon não confirma relação da cratera como um impacto da passagem do meteorito. Eles continuam buscando imagens que possam ajudar a determinar a massa e o trajeto do meteoro, para calcular sua provável área de dispersão.
A Bramon também enviou solicitação de dados de infrassom ao Center for Near-Earth Object Studies (Cneos - em português, Centro para Estudos de Objetos Próximos à Terra) da National Aeronautics and Space Administration (Nasa).Conforme Lauriston, esses dados são de microfones especiais, que detectam sons que não são facilmente percebidos pelos ouvidos humanos, e podem ajudar a indicar o destino do asteroide, sem necessidade de relatos e imagens.
Atualmente, os astrônomos continuam o trabalho em campo, coletando relatos de testemunhas nas principais localidades onde o fenômeno foi percebido. Nos primeiros dias, informações conflitantes chegaram a dificultar as diligências da equipe. Mas, segundo o astrônomo Lauriston Trindade, que coordena a ação aqui no Ceará, os testemunhos se tornaram mais coesos. E a expectativa é que tenham novidades já neste fim de semana.
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