Jorge Felippe, presidente da Câmara do Rio de Janeiro, assumirá prefeitura após prisão de Crivella
Como o vice-prefeito de Crivella, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, Felippe é o primeiro na linha de sucessão para assumir o cargo até 31 de dezembro. 'A cidade não ficará sem comando nestes últimos dias da atual gestão.'
Com a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos) na manhã desta terça-feira (22), o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Jorge Felippe (DEM), vai assumir a prefeitura do Rio até 31 de dezembro.
Jorge Felippe se tornou o primeiro nome na linha de sucessão após a morte do vice-prefeito do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell, em maio de 2018.
Formado em Direito e nascido em Bangu, Jorge Felippe, 70 anos, está em seu sétimo mandato como vereador. Em janeiro de 2019 foi reeleito presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, cargo que ocupa pela sexta vez consecutiva.
Em nota, Jorge Felippe afirmou:
"Quero tranquilizar os moradores da cidade do Rio de Janeiro garantindo que a cidade não ficará sem comando nestes últimos dias da atual gestão. Já estou me encaminhando para a prefeitura onde vou tomar as rédeas da situação cumprindo o que determina a nossa Constituição."
"Como prefeito em exercício, vou orientar a todos os secretários municipais e dirigentes de empresas e órgãos para que mantenham a máquina pública a pleno vapor. Vamos trabalhar com afinco e dedicação até o último dia. Já conversei também com o prefeito eleito Eduardo Paes. A transição vai continuar e vamos fornecer todas as informações necessárias para a nova equipe. Vamos garantir o pleno funcionamento dos serviços municipais até o dia 1º de janeiro. O Rio de Janeiro tem prefeito."
Mais cedo, Eduardo Paes (DEM), eleito prefeito do Rio de Janeiro, escreveu em seu Twitter que já havia entrado em contato com Jorge Felippe para dar seguimento ao trabalho de transição de mandato.
"Conversei nessa manhã com o presidente da câmara de vereadores Jorge Felipe para que mobilizasse os dirigentes municipais para continuar conduzindo suas obrigações e atendendo a população. Da mesma forma, manteremos o trabalho de transição que já vinha sendo tocado".
Prisão de Crivella
O Prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) foi preso em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Além dele, foram presos também o empresário Rafael Alves, o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos, da área de seguros.
A ação é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto 'QG da Propina' na Prefeitura do Rio. Os mandados são cumpridos pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil e do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), do MPRJ. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.
A prisão de Crivella acontece 9 dias antes de terminar o seu mandato.
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