Família faz apelo e pede ajuda para filha que sofre de epilepsia
Maria Clara tem 18 anos e família tem encontrado dificuldades para comprar os remédios necessários que mantém a jovem com vida
A família da jovem Maria Clara, de 18 anos, está precisando de ajuda para comprar os medicamentos para sua doença. A menina é portadora de epilepsia e também possui paralisia cerebral. Ela é residente de Arapiraca e mora com seu pai Mauro, de 67 anos e a irmã Rafaela. O pai perdeu o emprego durante a pandemia e passou recentemente por uma cirurgia de próstata, impossibilitando de trabalhar e a compra dos materiais necessários para mantê-la com saúde.
Maria Clara faz uso contínuo de dois medicamentos, Carbamazepina e Depakene. Ambos são encontrados com facilidade no município mas o Depakene, que a família consegue gratuitamente pelo SUS, não faz bem a menina.
O pai, Mauro, relata que a jovem tem diversas crises convulsivas quando usa do medicamento doado pelo Sistema Único de Saúde e acredita que a fórmula do que é encontrado nas farmácias da região são diferentes.
''É um remédio líquido, que ajuda muito minha filha durante as crises de convulsão. Mas toda vez que pegamos o medicamento no CRIA, aqui em Arapiraca, ela piora consideravelmente. Por isso começamos a comprar a medicação na farmácia. Custa R$18,00 e não temos condições de arcar'', explicou o pai.
Além dos gastos com remédios, a família também luta para manter uma boa qualidade de vida para a menina. Maria Clara precisa de leite específico pois não pode ingerir nada que contenha lactose, faz uso de fraldas e precisa de visitas frequentes à médicos específicos e nutricionista.
De acordo com sua irmã, Rafaela Menezes, que também cuida da menina, a família não tem condições financeiras para a compra do leite e fraldas.
''Um pacote de fralda custa em média R$15,00. Fora todo o restante, como também as contas daqui de casa'', finalizou Rafaela.
A família conta que um nutricionista da cidade e o médico do posto de saúde faziam visitar periódicas à menina mas nunca mais foram até à casa da jovem.
Maria Clara não anda e não fala. Em conversa com o 7Segundos, Mauro conta também que diversas vezes foram à prefeitura, buscaram os órgãos competentes para que pudessem receber algum tipo de auxílio mas nunca obtiveram nenhum retorno.
''Vivemos na base da fé. Infelizmente não posso trabalhar por conta da minha cirurgia recente e também não podemos contar com a ajuda de ninguém'', finalizou.
A família faz um apelo para que o município olhe pelo caso da menina e que ela tenha apoio médico.
O 7Segundos tentou entrar em contato com a Prefeitura de Arapiraca mas até o fechamento desta matéria não obteve nenhum retorno.
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