Família de Moïse diz que vai processar Sérgio Camargo por chamar congolês de “vagabundo”
'Em tese, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes', escreveu o presidente da Fundação Palmares nas redes sociais
A família de Moïse Kabagambe afirmou que irá processar o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, após ele ter feito uma postagem nas redes sociais chamando Moïse de “vagabundo”.
A CNN apurou que o processo se dará nas esferas civil, criminal e administrativa. Uma reunião na próxima segunda-feira irá definir esses encaminhamentos.
Nesta sexta-feira (11), Camargo tuitou: “Moise andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes”.
O presidente da Fundação Palmares ainda diz que o “modo de vida” do congolês era “indigno” e que a cor de sua pele não teve relação com o assassinato.
Moise andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes. A cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato. Foram determinantes o modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava.
— Sérgio Camargo (@CamargoDireita) February 11, 2022
“A cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato. Foram determinantes o modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava”, escreveu.
A CNN procurou o Palácio do Planalto e o Ministério do Turismo, a qual a Fundação Palmares é vinculada, mas não obteve resposta.
Ainda nesta sexta, a família do congolês desistiu de assumir os quiosques onde Moïse foi morto, na Barra da Tijuca. Eles alegaram medo de represálias.
A concessão dos dois quiosques foi formalizada nesta segunda-feira (7) em uma cerimônia com a presença do prefeito Eduardo Paes.
Moïse foi morto após ser espancado em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele foi ao local cobrar por duas diárias após ter trabalhado no quiosque.
Entre os quatro homens identificados nas imagens de câmera de segurança, três tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. A CNN teve acesso a todas as imagens do circuito interno do quiosque e decidiu exibir os trechos que mostram a emboscada a Moïse. As agressões não serão exibidas.
Últimas notícias
Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis
Polícia Civil mobiliza servidores para eleições e amplia treinamento com drones
Luciano exalta Paulo por duplicações e diz que obras fortalecem Arapiraca
CEPRAM julgará auto contra Braskem por deslocamento do solo e risco de sumidouros
Renato Filho promete combater bets no Congresso e alerta para impacto nas famílias
MPAL visita o Rei Pelé para averiguar obras e condições de funcionamento
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
