PT quer federalizar o assassinato de Marcelo Arruda mas PGR entende que é crime comum
O Estado do Paraná designou a delegada Camila Cecconello para cuidar do processo
Após membros do Partido dos Trabalhadores (PT) pedirem a federalização sobre o caso de Marcelo Arruda, o procurador-geral da República, Augusto Aras se pronunciou.
O assassinato do guarda municipal, e tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, ocorreu no último sábado (9/7) e ganhou forte repercussão por ter relação com as eleições de 2022. Isso porque a cena do crime foi uma festa de aniversário temática do PT e o agressor um policial apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão de levar ao conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pedir a federalização da investigação para a Procuradoria Geral da União (PGR) veio nesta segunda-feira em reunião do conselho político da campanha de Lula (PT).
O pedido dos petistas começou a ser discutido após surgir notícias de que Iane Cardoso, delegada responsável pela investigação, teria publicado em 2017 postagens antipetistas. Depois de tal descoberta, o Estado do Paraná designou a delegada Camila Cecconello para cuidar do processo. Segundo Gleisi Hoffmann, presidente do PT, o pedido possui relação com a gravidade das circunstâncias em que o crime ocorreu, não havendo desconfianças sobre o trabalho da polícia.
No mesmo dia, Aras se pronunciou contra o deslocamento da investigação para os âmbitos federais. Segundo o procurador-geral, não há necessidade de federalizar o processo sobre o assassinato de Marcelo Arruda. Isso porque não há provas de negligência por parte do investigador atual nem o caso possui relação com os direitos humanos.
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