Homem tenta retomar contato com irmãs que não vê há 40 anos
Uma das irmãs foi levada por vizinha para Maceió outra foi embora para Paraíba
O morador de Arapiraca Valmir Vieira da Silva, 48, tinha apenas oito anos de idade quando perdeu contato com uma de suas irmãs, que foi levada por uma vizinha para passar alguns dias em Maceió; anos depois, já adolescente, mais uma irmã partiu para a Paraíba e desde então a família que ficou para trás não conseguiu contato com ela.
"A gente nunca se esqueceu delas. A nossa mãe já é falecida, mas mesmo depois disso, meus irmãos, meus tios, sempre quisemos saber como elas estão e reunir a família inteira", conta Valmir Vieira.
Ele conta que a mãe dele, Clarice Vieira Leite, já falecida, ao se separar do primeiro marido, José Vieira da Silva, conhecido como "Zezinho", pai de Valmir e de outros filhos dela, se mudou para Estrela de Alagoas, possivelmente na década de 1980. A irmã mais nova de Valmir, Valquíria Vieira da Silva - que na época tinha 5 anos de idade - era muito querida por uma vizinha da família.
"Essa vizinha viajava muito para Maceió e uma das vezes pediu pra levar a minha irmã e minha mãe deixou. Ela disse que passaria uma semana, mas passou bem mais tempo lá. Quando voltou, voltou sozinha. Disse que minha irmã tinha se perdido na rua. Contou que ela tinha saído para comprar café com outros meninos e se perdeu. Disse que procuraram por ela, mas não conseguiram encontrar. Minha irmã tinha 5 anos na época", relata.

Clarice Vieira Leite/ Arquivo Pessoal
Valmir afirma que a mãe dele ficou desolada com o ocorrido, "mas naquela época, as coisas eram muito diferentes, ninguém procurou a polícia". O pai dele, José Vieira, constituiu uma nova família e mora em São Paulo, onde atua como pastor evangélico. "Ele está muito doente, mas também não esqueceu da filha", declara.

José Vieira, "Zezinho"/ Arquivo pessoal
Algum tempo depois, Clarice Vieira se mudou com a família para Arapiraca e se casou novamente, com um homem chamado "Luiz Preto", que era funcionário do DER e trabalhava na construção de estradas. Com ele, a mãe de Valmir teve um casal de filhos.
Quando eles se separaram, Luiz Preto resolveu voltar para a Paraíba, onde ele tinha parentes e levou com ele a filha, cujo primeiro nome é Rosimeire, que na época tinha por volta de 8 ou 9 anos de idade. Isso aconteceu entre os anos de 1988 a 1990 e Valmir não lembra o sobrenome da irmã, que era conhecida como "Rosa".
Ele não sabe se a irmã foi registrada apenas pela mãe, com o sobrenome dela - neste caso o nome seria Rosimeire Vieira Leite - ou se ela teria o sobrenome do pai dela, que Valmir não conhece.
Quem tiver informações que possa auxiliar Valmir a reencontrar as irmãs, pode entrar em contato com ele pelo telefone: (82) 98137-0336
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