[Vídeo] Jovem arapiraquense teme perder a visão após ser diagnosticada com ceratocone
Doença se agravou muito rapidamente, deixando a visão de Jessika muito limitada
A arapiraquense Jessika Claudia da Silva, 24 anos, moradora da Vila Bananeiras, zona rural de Arapiraca, há cerca de um ano sofre com um inchaço, dores e inflamações nos olhos, consequência de um ceratocone, doença que afina a córnea e deixa o olho extremamente sensível.
Segundo a jovem, a doença se agravou muito rapidamente, deixando sua visão muito limitada.
"Minha rotina tornou-se muito difícil porque até para fazer coisas simples do dia a dia, como se alimentar, trocar de roupa, se locomover, tudo ficou mais difícil", conta Jessika.
Para evitar que a doença evolua para um estágio mais avançado, aumentando o risco dela perder totalmente a visão, Jessika precisa fazer alguns procedimentos médicos, e para isso, ela está fazendo um apelo para que as pessoas que tenham condições, possam ajudá-la. Jessika precisa fazer a correção do grau justamente por este agravamento rápido da doença e lançou nas redes sociais uma campanha.
No vídeo, ela explica os motivos pelos quais precisa da ajuda e com o problema está afetando a sua vida.
Assista ao vídeo abaixo e confira:
Jessika conta que já fez alguns exames e está aguardando o laudo médico para tentar recorrer à Defensoria Pública visando que a justiça possa conceder a ela o direito de adquirir os medicamentos adequados para o tratamento, como colírios, por exemplo, de forma gratuita.
"Sei que não será um processo nada fácil, o caminho é demorado", afirma a jovem.
Por esse motivo, enquanto essa batalha judicial não começa e não se desenrola, Jessika decidiu, com o apoio de sua família, recorrer às pessoas fazendo o apelo.
Jessika explicou ainda que a Ceratocone tem três graus e o dela ainda é o primeiro grau, mas a jovem diz que não pode esperar que a doença evolua para os outros níveis para precisar de um transplante de córnea, por exemplo, daí a urgência.
O que é
Ceratocone é uma enfermidade não inflamatória que afeta a estrutura da córnea, camada fina e transparente que recobre toda a frente do globo ocular. É uma doença genética rara, de caráter hereditário e evolução lenta, que se manifesta mais entre os 10 e os 25 anos de idade, mas pode progredir até a quarta década de vida ou estabilizar-se com o tempo.
Ainda não se conhece a causa exata da doença, mas a enfermidade cerca de 150 mil pessoas por ano no Brasil adquirem a enfermidade, que pode atingir os dois olhos de maneira assimétrica, ou seja, o distúrbio pode afetar mais um olho do que o outro. Sua principal característica é a redução progressiva na espessura da parte central da córnea, que é empurrada para fora, formando uma saliência com o formato aproximado de um cone.
A córnea funciona como uma lente fixa sobre a íris, a área colorida dos olhos, e, através da pupila, projeta a luz sobre a retina. Alterações na transparência e curvatura da córnea podem comprometer a visão. O defeito do ceratocone impede a projeção de imagens nítidas na retina e pode promover o desenvolvimento de grau elevado de astigmatismo irregular e miopia.
Um dos sintomas mais comuns é a perda progressiva da visão, que se torna borrada e distorcida, tanto para longe quanto para perto, obrigando o aumento frequente do grau das lentes dos óculos, até que possam ser substituídos por lentes de contato, que podem ser de diferentes tipos.
Outros sintomas incluem sensibilidade à luz (fotofobia), comprometimento da visão noturna, visão dupla (diplopia), formação de múltiplas imagens de um mesmo objeto (poliopia) ou de halos ao redor das fontes de luz.
Nas fases iniciais, quando a deformação da córnea não é grave, o uso de óculos é suficiente para recuperar a acuidade visual. No entanto, à medida que o ceratocone evolui, os óculos precisam ser substituídos por lentes de contato, que ajudam a ajustar a superfície anterior da córnea e a corrigir o astigmatismo irregular provocado pela deformidade.
Outras opções de tratamento são os anéis intracorneais ou intraestromais, chamados anéis de Ferrara, que são utilizados para regularizar a curvatura da córnea, quando os óculos e as lentes de contato não produzem mais o efeito desejado. Há, ainda, o crosslinking, uma intervenção que tem por objetivo fortalecer as moléculas de colágeno da córnea para evitar que ela continue abaulando.
Embora o ceratocone seja uma causa frequente de transplante de córnea, ele só é indicado para um pequeno número de casos mais graves, quando os pacientes deixaram de responder bem às outras formas de tratamento. (texto baseado em um artigo do Dr. Drauzio Varella).
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