Psicóloga dá dicas de ações e atividades que podem ser feitas na escola para incluir pessoas com autismo
Ambiente escolar deve ser preparado e profissionais capacitados para atender o público
O dia 02 de abril é celebrado mundialmente como a data para chamar a atenção da sociedade no combate à discriminação e ao preconceito contra pessoas que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com dados divulgados em 2023 pelo órgão de saúde Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, as estatísticas apontam que, no mundo, existe 1 autista para cada grupo de 36 crianças.
Se o ambiente escolar, no início da vida estudantil, é desafiador para pessoas típicas, as crianças neurodivergentes possuem ainda mais dificuldades, tanto pela mudança na rotina e nos hábitos, quanto pela adaptação necessária. É por isso, que a psicóloga clínica e escolar Aldynne Fernandes convida as escolas a se prepararem para receber também os alunos que possuam alguma necessidade educativa.
“A preparação vai muito além dos ambientes, mas, principalmente, na capacitação dos profissionais. Além disso, existem várias ações que podem ser desenvolvidas ao longo do ano inteiro, não somente no mês de abril, que é usado para trazer o assunto para o debate da sociedade”, observa a psicóloga.
Aldynne Fernandes sugere algumas atividades que podem fazer parte do calendário escolar e que vão servir para incluir os alunos autistas. “Palestras são sempre muito importantes. Então, a escola pode convidar um especialista no assunto que vai falar sobre o que é o autismo, como reconhecer e como apoiar crianças autistas. Também podem ser feitos momentos de sensibilização, que permitam aos alunos vivenciarem desafios enfrentados por pessoas autistas. Nesse caso com dinâmicas de grupo que simulem experiências sensoriais e comunicação não verbal”, cita.
Ela fala ainda que campanhas de conscientização são indispensáveis e para isso podem ser usados cartazes, panfletos e vídeos para serem distribuídos na escola. “Outra ferramenta são os grupos de apoio onde os pais podem interagir, trocar informações e receber orientações, ajudando com estratégias para promover um ambiente escolar mais inclusivo”, aconselha a profissional.
A psicóloga dá ainda mais uma dica. “As pessoas com autismo precisam ser incluídas e elas possuem altas habilidades. Algo que as escolas podem promover é um festival de talentos, ou uma exposição de artes, por exemplo. Ações que coloquem esses alunos como protagonistas”, finaliza.
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