Criança arapiraquense que perdeu movimento da perna após injeção volta a andar com dificuldades
Família enfrenta dificuldades financeiras e pede ajuda para auxiliar no tratamento
A pequena Eliza Laura dos Santos, de apenas dois anos, que havia perdido o movimento de uma das pernas após receber uma injeção na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Noel Macêdo, em Arapiraca, começou a se recuperar. No entanto, o progresso é limitado, e a criança ainda apresenta dificuldades na mobilidade. Em meio ao tratamento, a família passa por dificuldades financeiras e busca ajuda para auxiliar no tratamento da menina.
Desde que a situação veio à público no final de novembro, a família conseguiu doações que auxiliaram na realização de alguns dos exames pela rede particular, mas ainda assim, as condições da família são difíceis. A mãe de Eliza, Edivânia Maria dos Santos, é dona de casa e agora precisa se dedicar exclusivamente aos cuidados com a filha. O esposo dela é pedreiro e atualmente não tem trabalho com carteira assinada.
A família disponibilizou uma chave de pix para receber as doações, em nome do CPF da mãe, Edvania Maria dos Santos, de número: 115.517.304-05.
Além das dificuldades no sustento familiar, a pequena Eliza tem ainda exames que custam pouco mais de R$ 3 mil para fazer que estão deixando os pais preocupados. Segundo Edvânia, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) se comprometeu em custear todas as despesas médicas, mas ela não obteve resposta sobre estes últimos exames.
O 7Segundos entrou em contato com a assistência social da Sesau que informou que alguns dos exames solicitados para a criança não são cobertos pelo SUS e que o Estado está buscando viabilizar por meio do Consórcio Intermunicipal do Estado de Alagoas (Conisul). A assistência disse que voltaria a entrar em contato com a família de Eliza, para buscar mais informações sobre os exames e garantir a cobertura médica sem custos para a família.
Relembre o caso
Eliza deu entrada na UPA Noel Macêdo em 11 de novembro, apresentando febre e vômito. A criança, acompanhada do pai, recebeu uma injeção durante o atendimento. Ao retornar para casa, a menina não conseguia mais se sentar, mas a família acreditou que a dor fosse uma reação passageira. No entanto, após oito dias sem melhora, os pais perceberam que algo estava errado. “Ela conseguia mexer o corpo todo, menos a perna onde tomou a injeção”, contou a mãe.
Preocupados, os pais levaram Eliza novamente à UPA. Depois de horas de espera, ela foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A criança permaneceu internada por quatro dias, realizando exames, até receber o diagnóstico de uma neurologista: a paralisia na perna foi provocada pela agulha da injeção, que atingiu o nervo ciático.
Ainda em novembro, a UPA Noel Macêdo informou ter aberto uma sindicância para investigar o caso. Em nota à imprensa, a unidade de saúde afirmou que as circunstâncias do atendimento seriam apuradas por uma comissão que ouviria a equipe envolvida. Caso fosse comprovado erro ou negligência, seriam tomadas medidas disciplinares.
Até o momento, a família não recebeu atualizações sobre o resultado da sindicância. Enquanto isso, enfrenta desafios para assegurar o tratamento adequado de Eliza e busca apoio para realizar exames fundamentais para a recuperação completa da criança.
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